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Meditação diária de 23/08/2019 por Flávio Reti – Natascha Maria Kampusch

23 de agosto

Filipenses 1:8  “Deus me é testemunha de que tenho saudades de todos vós na terna misericórdia de Cristo Jesus”

Natascha Maria Kampusch

Quem pensa que sequestro só existe no Brasil, observe a história de Natascha Maria Kampusch uma jovem austríaca sequestrada aos dez anos de idade e passou mais de oito anos em cativeiro, condenada a uma cela no porão da casa de seu raptor, um tal Wolfgang Priklopil. Ela foi sequestrada a caminho da escola em 1998 e só foi libertada em 23 de agosto de 2006 quando já estava com dezoito anos. Natascha não foi apenas sequestrada, ela foi submetida a todo tipo de tortura, humilhação psicológica e sexual, abuso físico com surras frequentes, além de privação de comida e de luz. A jovem ficou cativa e perdeu no cativeiro todos os privilégios da adolescência e ao sair, saiu com a vida marcada com uma cicatriz na alma que nunca mais será sanada. Tanto seu pai como sua mãe vinham de um casamento anterior e ela não tinha bom relacionamento com sua mãe. O pai era dono de uma padaria e viciado em bebidas com os amigos durante as noites. O investigador de polícia, depois que a encontraram, afirmou que talvez sua vida no cativeiro fosse mais fácil do que por perto da mãe que era enérgica demais com ela e jamais demonstrava emoções. Natascha era uma comilona diante da televisão assistindo noticiários que falavam de sequestro, mas ela nunca pensou que ela seria uma sequestrada. Quando visitava a avó, noutra cidade, Natascha se sentia mais livre, andava de bicicleta pelo bairro, comia chocolate, colhia cerejas e groselhas nos jardins do bairro com outras crianças Os pais de Natascha já estavam se separando quando ocorreu o sequestro e isso foi o estímulo para que se separassem de vez. O pai foi embora para a Hungria e raramente via a filha, apenas quando ela ia passar alguns dias com ele. Assim que o sequestro veio a público, a polícia usou cães, helicópteros, cartazes nos postes pedindo informação e uma criança de doze anos, testemunha, deu uma dica: Ela viu quando o homem a agarrou e a enfiou para dentro de uma van branca. A polícia rastreou todas as vans brancas da cidade, chegou ao sequestrador, mas ele não demonstrou nada e disse que usava a van para o trabalho de transporte de material para a casa que estava reformando. A polícia o liberou. Com o tempo o sequestrador foi afrouxando o rigor do cativeiro, fazendo-a limpar a casa, lavar roupa, fazer comida se bem que sempre apanhando e sendo castigada com tapas e socos e dormindo sempre no quartinho do porão. Um dia, sendo obrigada a limpar o carro com o aspirador, o telefone dele tocou e ele saiu de perto para atender. Ela deixou o aspirador ligado e saiu correndo pela vizinhança pedindo socorro. Uma mulher que estava na janela, deixou-a no jardim e chamou a polícia. Era o fim do sequestro. Sua fuga levou o sequestrador ao suicídio e a uma crise no serviço de inteligência da Áustria pelas falhas de estar com o sequestrador na mão e deixá-lo ir livremente.

Foram 3.096 dias de cativeiro, mas o que é isso quando paramos para pensar na eternidade? Nós também estamos sequestrados e cativos neste mundo, isolados, mas temos a esperança de liberdade e de vida eterna na volta de Jesus. Essa ideia de uma libertação eterna é o que embala a vida de muitos cristãos, inclusive a minha. Tenho saudades da plena liberdade na nova terra renovada.

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