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Meditação diária de 23/02/2021 por Flávio Reti – Onde surgiu a lenda do sacy pererê?

23 de fevereiro

I Timóteo 4:7  “Rejeite, porém, as fábulas profanas e tolas e exercite-se na piedade”

Onde surgiu a lenda do sacy pererê?

Essa história de Sacy Pererê é coisa do folclore brasileiro. Cada povo tem o seu folclore e nós também temos o nosso. Mas aqui com uma pitada de ingrediente melhor, há uma mistura de elementos porque recebemos a influência do negro, do indígena e dos europeus que vieram depois. O personagem sacy recebe vários nomes conforme as regiões do Brasil onde sua lenda é lembrada: sacy pererê, sacy cererê, martim-pererê, matita perê, sacy sacurá e outros.  Teve sua origem com os índios do sul do Brasil, na região das Missões e de lá se espalhou pelo Brasil. Sofreu a influência do africano ao pintar o sacy de um adolescente negro sem uma das pernas, que teria perdido nas lutas contra a escravidão ou lutando capoeira, uma das lutas-danças da África, e logo depois sofreu a influência europeia que lhe acrescentou um gorro vermelho e um cachimbo, ou um pito, fumaçando. Ao lado do sacy temos também a lenda do lobisomem, da mula sem cabeça, do caipora, entre outras. Segundo a lenda, ou nosso folclore, o sacy é um dos personagens mais conhecidos, é um garoto brincalhão que gosta de pregar peças nas pessoas. Gosta de amarrar ou trançar a crina dos cavalos, o rabo, esconde os objetos de trabalho das pessoas para se divertir com elas procurando desesperadamente, gosta de assobiar nas encruzilhadas das estradas para assustar os caminhantes, tudo isso ele faz sem uma das pernas, pulando numa perna só, é o que contam. Quem deu maior vida e mais entusiasmo para as histórias do sacy Pererê foi Monteiro Lobato com suas aventuras infantis. Ele misturava o sacy com as demais personagens das suas fábulas e assim prendia a atenção dos leitores infantis. Quando a mãe dizia para a criança ir dormir ou o sacy viria buscá-la, era o suficiente, não porque obedecia à mãe, mas por medo do sacy. Quando a criança não guardava seus brinquedos, a mãe dizia que o sacy viria buscar e levar embora, era suficiente para estar tudo guardadinho em pouco tempo. É assim que sobrevivem as lendas, no imaginário das pessoas inculcadas desde a infância. Que bom seria se fossem inculcadas boas histórias, verdadeiras, reais, com algum cunho educativo! Temos na bíblia a lembrança de Timóteo que aprendeu as sagradas escrituras pela influência de sua mãe, Eunice, e de sua avó, Loyde. (II Tim.3:15; 1:5). Na mente guardamos qualquer coisa, boa ou má, saibamos disso.

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