Meditação diária de 21/09/2020 por Flávio Reti – Retroprojetor
21/09/2020
Meditação diária de 23/09/2020 por Flávio Reti – Roda d’agua 
23/09/2020

Meditação diária de 22/09/2020 por Flávio Reti – A Roda

22 de setembro

Atos 17:30  “Mas Deus, não levando em conta os tempos da ignorância, manda agora que todos os homens, em todo lugar, se arrependam”

A Roda

Já virou piada falar da invenção da roda. Uma delas é que os gregos inventaram a roda, mas era quadrada, e o rodar ia dando sacolejos, quatro a cada volta. Então os Portugueses aperfeiçoaram a roda fazendo-a triangular que ao rodar dava um sacolejo a menos. Só depois que gastou os cantos é que ela ficou redonda. Alguns dizem que a roda foi a máquina mais simples que já inventaram e é indispensável em qualquer outra máquina que precise de movimento. Há históricos da existência da roda há 3.500 anos antes de Cristo encontrados numa placa de argila encontrada na antiga Suméria, região da Mesopotâmia, mas acredita-se que ela já tenha sido inventada antes disso. Em um pote de barro, chamado de Pote de Bronocice, escavado na Polônia, datado de 3.350 anos, há uma representação de um veículo com rodas, mas isso na Europa. Portanto ninguém até hoje conseguiu desvendar a contento quem primeiro inventou a roda, se foi na Suméria ou se foi na Europa, e o debate continua. A maior utilidade da roda, provavelmente, foi para transporte de mercadorias, mas como as estradas não ajudavam, eram rudimentares, a roda se desenvolveu muito devagar, porque a superfície por onde a roda se desloca deve ser, no mínimo, lisa para que ela seja eficiente. Sem a presença de estradas adequadas as rodas não fazem sentido. Só 1200 anos antes de Cristo parece que elas foram grandemente usadas pelas bigas dos Faraós e viraram carros de guerra. Hoje, em qualquer máquina, as rodas estão presentes na forma de polias, de engrenagens e sempre se relacionando umas às outras transmitindo força, aumentando ou diminuindo a velocidade e o torque. Qualquer veículo hoje usa as rodas, o carro, o trem, as carroças que ainda persistem em existir, máquinas agrícolas, aviões, motos e a lista vai longe. Por extensão, tudo que se parece com um círculo convencionamos chamar de roda. É a brincadeira de roda, porque as crianças se ajuntavam em um círculo, a roda d’agua, a rodada de negociações pela maneira como se sentam os negociadores, rodar à baiana, pelo movimento da dança fazendo rodar as saias coloridas. A roda está e sempre estará presente em todas as circunstâncias da vida e ninguém consegue explicar sua origem a contento. Mas quase tudo na vida é assim, a gente nunca sabe tudo, nosso conhecimento é limitado, inclusive nosso conhecimento de Deus, do céu, das coisas futuras, do que ainda virá sobre este mundo. A grande arte da vida é saber viver sabiamente com o conhecimento que temos, porque, afinal, conhecimento é uma coisa, sabedoria é outra. Sabedoria é viver de acordo com os conhecimentos que temos de maneira sábia. E daí Deus não levará em conta nosso tempo de ignorância.

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