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21/08/2019
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22/08/2019

Meditação diária de 22/08/2019 por Flávio Reti – Olavo Brás Martins dos Guimarães Bilac

22 de agosto

Isaías 50:4  “O Senhor Deus me deu a língua dos instruídos, para que eu saiba sustentar com uma palavra o que está cansado…”

Olavo Brás Martins dos Guimarães Bilac

Olavo Bilac surge no cenário nos dias do Paranasianismo no Brasil que vai de 1860 até a semana da arte, em São Paulo em 1922, quando começa o pré-modernismo. A gente sempre se lembra de Olavo Bilac como autor de historinhas infantis, mas ele foi muito mais do que isso. Seu pai era médico que atuou na guerra do Paraguai e queria ter um filho também médico e Bilac até começou a faculdade de Medicina, mas só começou. Ele passou a se interessar mais pela vida política e literária e portanto acabou sendo um jornalista cronista, contista e também poeta membro co-fundador da Academia Brasileira de Letras. Ele acabou sendo um efetivo republicano e ferrenho nacionalista e defensor da obrigatoriedade do serviço militar. Ele foi o criador da letra do hino à bandeira que ele escreveu meio sem pretensão no jornal do Rio de Janeiro e mais tarde veio a ser adotado em todo o Brasil. Bilac ganhou notoriedade ao se opor fortemente ao governo militar de Floriano Peixoto quando ele ganhou o nome de “príncipe dos poetas brasileiros” e considerado um dos mais salientes e importantes entre os poetas parnasianos. Como estudante, era precoce, pois aos quinze anos conseguiu uma autorização especial para entrar no curso de medicina, porque era o gosto do pai, mas a contragosto dele mesmo. Tentou também o curso de direito, mas também desistiu porque julgava a literatura mais importante. Estava sempre presente nas rodas de boemias, de encontros literários e com isso ficou muito popular e acabou arrebanhando muitos amigos dentro e fora da política e nos jornais e revistas da época. Olavo Bilac se deu ao luxo de ser o primeiro motorista do Brasil a bater o carro contra uma árvore, na estrada da Tijuca, no Rio de Janeiro e também o primeiro motorista a sofrer um acidente grave de carro. Como escritor queria contar as realidades de seus dias nas páginas dos jornais e revistas nos quais participava. Escreveu também muitos livros escolares, aliás, ele por um período foi inspetor escolar, cargo que na época seria equivalente a secretário da educação hoje. Bilac também esteve preso durante quatro meses na fortaleza da Laje, no Rio de Janeiro só por fazer oposição e crítica ao Florianismo, ao governo militar de Floriano Peixoto. Foi noivo duas vezes mas nunca se casou e morreu solteiríssimo. É lógico que há muito mais detalhes na vida de Olavo Bilac, mas para nossas considerações esses acima são suficientes.

Quando a gente vê um Olavo Bilac com essa facilidade toda manipulando a língua portuguesa e relaciona com Moisés usando o hebraico antigo falando com o próprio Deus a gente vê o abismo que separa os dois. Moisés chegou a dizer para Deus que não sabia falar, que era pesado de língua. Mas ele tinha razão. Nasceu e viveu até os doze anos no lar de seus pais israelitas, provavelmente falando hebraico, depois foi para o palácio do Faraó e possivelmente falando o Egípcio, ao fugir para a terra de Midiã, obviamente teve que aprender outra língua, logo, Moisés deveria misturar as três línguas e portanto era realmente pesado de língua, como ele mesmo disse (Êxodo 4:10). Pesado de língua ou não, ele foi e fez o trabalho de Deus. Então, nós também podemos fazer como ele, por que não?

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