Meditação diária de 20/11/2017 por Flávio Reti
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Meditação diária de 21/11/2017 por Flávio Reti

21 de novembro
Dia das saudações

Hebreus 13:24   “Saudai a todos os vossos guias e a todos os santos. Os da Itália vos saúdam”

Bom dia, boa tarde, boa noite, olá, oi, tudo bem?, como vai?, tudo na paz? São todas palavras de saudação na nossa língua e aqui no Brasil. Os gestos e as saudações variam de cultura para cultura, de país para país. Aqui no ocidente, a maioria ao cumprimentar costuma apertar as mãos reciprocamente quando não se tem muita intimidade, mas quando já se conhecem, têm alguma intimidade, costumamos dar reciprocamente dois ou três beijinhos no rosto. Em alguns países Asiáticos as pessoas ao se cumprimentarem apertam as próprias mãos e se curvam para frente. Os árabes se cumprimentam com a troca de beijos no rosto quando são amigos. Na Itália também é comum o beijo no rosto. Na Nova Zelândia, ao cumprimentar a pessoa pressiona seu nariz contra o da outra pessoa e é como se trocassem a respiração da vida. Os esquimós saúdam encostando o nariz e a boca no rosto ou na testa da outra pessoa. Se não for muito íntima, apenas se esfregam o nariz mutuamente. Na Indonésia e na Tailândia não se deve demostrar afeto em público. Na Rússia os homens se beijam na boca ao se cumprimentarem. Na França as pessoas dão até quatro beijos, mas nunca apenas um. Na Alemanha e na Áustria sem beijos, apenas um aperto de mão. Entre os romanos só havia uma palavra para se cumprimentarem: “salve” e servia para todas as ocasiões. O ato de cumprimentar, saudar, é praticado no mundo quase todo, pelo menos em 180 países, dos 216 que existem.

A saudação mais famosa de que temos conhecimento foi aquela que fizeram a Jesus quando pendia na cruz: salve, rei dos judeus. Na realidade nem era uma saudação, era um insulto, uma provocação. Várias vezes Paulo ao terminar suas epístolas saudava dizendo “com ósculo santo” (II Cor.13:13). Ósculo tem a ver com a boca, aliás, a palavra boca do latim era “os, oris”, de onde nos vem a palavra oral, oralizar, orifício.

Num mundo onde tudo pode ser falsificado, até a saudação pode ser falsa. Judas saudou seu mestre com um beijo que sabidamente era falso. Estamos falando de saudações e caímos em saudações falsas. Mas falsidade pode existir em qualquer seguimento da vida. Aonde quer que você vá sempre vai se defrontar com alguma coisa falsa. O pior é entrar numa igreja, que se diz preparar as pessoas para o céu, e descobrir depois que ela é falsa. Não existe falsidade mais abjeta do que esta, ser enganado na última oportunidade de salvação. E as igrejas estão fazendo exatamente isso. As igrejas deixaram de ter aquela preocupação dos apóstolos, que como você sabe, João advertia para não receber em casa e nem saudar os embusteiros. O evangelho que pregam é interesseiro, o evangelho da prosperidade, de curas, de milagres e de dízimos, de compromisso com doações polpudas. Não lhe causa um certo arrepio ao pensar que quando Cristo voltar ele vai dizer a essas igrejas apostatadas e aos crentes apostatados “não vos conheço. Apartai-vos de mim”?  A falsificação anda às soltas, inclusive dentro das religiões, por isso o caminho mais certo a seguir é ficar com os ensinos da palavra de Deus, no “assim diz o Senhor”, para não ter como errar. Precisamos ter certeza quando tratamos com a nossa salvação, é uma oportunidade que não podemos deixar passar. Não haverá como reparar esse erro depois de cometido. Por isso, cuidado! Não é só saudação que pode ser falsa, nossa religião, nossa crença pode igualmente ser falsa. Durante os primeiros dias, no início da igreja primitiva, circulavam muitos falsos mestres negando a humanidade e a ressurreição de Cristo.  Paulo deixa claro que até os irmãos de Corinto não acreditavam na ressurreição dos mortos e negavam a ressurreição de Cristo (I Cor.15). Como toda igreja, a Igreja do Novo Testamento tinha seus problemas. As epístolas de João demonstram os desafios que os filhos de Deus enfrentavam. Na sua segunda e terceira carta, o apóstolo João lida com falsos mestres e “homens como Diótrefes” (III Jo.1:9). João deu orientações a respeito daqueles enganadores (II Jo. 7-11) ao dizer: “Porque muitos enganadores têm saído pelo mundo fora, os quais não confessam Jesus Cristo vindo em carne: assim é o enganador e o anticristo. Acautelai-vos para não perderdes aquilo que temos realizado com esforço, mas para receberdes completo galardão. Todo aquele que ultrapassa a doutrina de Cristo e nela não permanece, não tem Deus; o que permanece na doutrina, esse tem assim o Pai, como o Filho. Se alguém vem ter convosco e não traz esta doutrina, não o recebais em casa, nem lhe deis as boas-vindas. Porquanto aquele que lhe dá boas-vindas faz-se cúmplice das suas obras más”.  Note a orientação de não receber em casa e nem cumprimentar, tal era a preocupação do apóstolo com o cuidado da nova igreja.

 

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