Meditação diária de 20/08/2017 por Flávio Reti
20/08/2017
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22/08/2017

Meditação diária de 21/08/2017 por Flávio Reti

21 de agosto

Dia do favelado

Hebreus 11:38   “(homens dos quais o mundo não era digno), errantes pelos desertos, pelos montes, pelas covas, pelos antros da terra”.

Para saber o que é um favelado, precisamos saber o que é uma favela. A favela nada mais é do que um conjunto de habitações, conhecidas por barracos, desprovidas de infra estrutura básica (água, esgoto, energia elétrica, escola, telefone, transporte, posto de saúde). Normalmente as favelas estão localizadas na periferia das grandes cidades e em áreas de risco, construídas irregularmente nas encostas, sobre córregos, umas sobre as outras, feitas com restos de material reciclável como tapumes, papelão, madeirite. É a mais clara expressão da desigualdade social, da marginalização e da exclusão social de uma grande parte da população, especialmente nos países subdesenvolvidos. As favelas recebem nomes diferentes (favela no Brasil, barriadas no Chile, callampas na Venezuela, slums nos Estados Unidos) mas não deixam de ser favelas. Elas já fazem parte das paisagens de muitas cidades. Só a favela da rocinha, no Rio de Janeiro, abriga mais de 70.000 pessoas. É sintomático, as cidades vão crescendo e empurrando os menos favorecidos para a periferia. Ser favelado é estigmatizante, deprecia muito o ser humano e esse não era o plano de Deus. Os favelados são vítimas de vários preconceitos: econômico primeiramente, depois social e também cultural. O endereço deles é a favela tal…, não têm endereço.

A tendência natural do coração não convertido é menosprezar os inferiores, mas que também são filhos de Deus, criados à sua imagem. São também pessoas por quem Cristo morreu. “O valor de um homem é calculado no céu de acordo com a capacidade do seu coração em conhecer a Deus” (Parábolas de Jesus, p.354).

Certamente Deus não se agrada dessa nossa forma de menosprezo de suas criaturas. Quando o ser humano menospreza o outro, é porque já desprezou antes a vontade do Senhor. Está no script de satanás enaltecer o orgulho próprio de alguns em detrimento de outros menos favorecidos, rotulados de favelados, quando nós, a nossa sociedade, somos os maiores culpados da situação deles. Se o indiferentismo de nossa parte dói no coração deles, deve doer muito mais no coração de Deus, que não diferencia entre os seres humanos. “Porque todos pecaram e estão destituídos da glória de Deus” (Rom.3:23). Todos são igualmente pecadores perante a lei divina, mas todos são objetos do amor de Deus. Numa das lápides de um cemitério de Bauru, eu li, quando menino ainda, a seguinte frase: “Não fale alto, não seja orgulhoso, a vida acaba aqui”. Na verdade, para muitos a vida vai acabar ali mesmo, mas os que tem o temor de Deus, a vida vai mais, muito mais, além. Os que são desde agora guiados pelo espírito de Deus, já estão tocando nas bordas da eternidade. É provável que muitos favelados irão adiante de nós para o reino dos céus. Lembra bem aquela alegoria contada por Jesus sobre Lázaro e o Pai Abraão (Luc.16:20)

Na próxima vez que você se defrontar com um favelado, faça uma recapitulação desse devocional e pergunte-se, bem baixinho, só para você mesmo: Que diferença há, perante Deus, entre mim e aquele favelado? Quem de nós dois está mais perto do céu? E você vai ver que sua maneira de pensar com respeito aos favelados vai mudar e, tomara que seja para despertar alguma atitude positiva. Muitas vezes, o coração de um rei não é melhor do que o coração de um miserável súdito dele. A vida de Cristo estabeleceu uma religião em que não há diferenças, a religião em que judeus e gentios, livres e servos são ligados numa fraternidade comum, iguais perante Deus. Nenhuma questão política Lhe influenciava a maneira de agir. Não fazia diferença alguma entre vizinhos e estranhos, amigos e inimigos. O que tocava o coração de Jesus era uma alma sedenta pelas águas da vida. Ele recuperou cegos, leprosos, aleijados, mas igualmente curou filha de centurião, filho de chefe de sinagoga, recebeu o jovem rico, falou com Nicodemos, indistintamente. A lei diz que todos são iguais perante a lei, mas aqui há alguns mais iguais do que os outros. Com Cristo não é assim. Todos são realmente iguais perante a lei de Deus.

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