Investidura semestral dos desbravadores
20/07/2017
Comentário da Lição 4 (3o Trim/2017) por Membros da Classe do Moisés Sanches Júnior
21/07/2017

Meditação diária de 21/07/2017 por Flávio Reti

21 de julho

Dia da empregada doméstica

II Reis 5:2   “Os sírios, numa de suas investidas, haviam levado presa, da terra de Israel, uma menina que ficou ao serviço da mulher de Naamã”

Desde os tempos de Hamurabi, na Babilônia antiga, já se tem notícia do serviço escravo no mundo. O código de Hamurabi já continha uma relação de leis que discutiam a relação entre escravos e seus senhores. Não só na Babilônia, a escravidão também era utilizada entre os Egípcios, os Assírios, os Hebreus, os Gregos e os Romanos. Em geral os escravos eram adquiridos por meio de guerras de conquista, e como tal, os escravos eram, via de regra, estrangeiros. Os traficantes tratavam de comprá-los e depois vendiam-nos com lucros em algum ponto comercial. A escravidão foi uma mancha negra que marcou as sociedades e deixou uma imensa mágoa em algumas populações. Empregada doméstica hoje tem sua situação regulamentada, longe de ser escrava. É uma profissão como qualquer outra e muito digna.

Fala-se hoje da escravidão branca, muito praticada ainda em alguns países. São milhares de mulheres levadas da Russia, da Ucrânia, da China para se prostituírem em Israel, na França, nos Estados Unidos.

Conheci um senhor que tinha o apelido de Miguelão. Ele era descendente de escravos que nunca conseguiu se libertar de fato. Andava por lá, na minha vila, fazendo serviços corriqueiros para um e para outro. As mulheres sempre o chamavam para rachar lenha, limpar o quintal, cuidar da horta e lhe davam pelo trabalho algumas moedas e a comida. Ele já estava ficando velho e quase não enxergava mais. Um dia, ao se aproximar de um bar, o dono do bar o chamou e lhe ofereceu um prato de macarrão. Ele aceitou de pronto e foi pegar o prato. Mas era uma trapaça de muito mal gosto, porque o homem lhe deu um prato cheio de cascas de laranja em tirinhas que pareciam macarrão. O dono do bar tinha uma máquina para descascar laranjas e a casca saía como tirinhas parecendo macarrão. O negro velho atirou com toda a força o prato que se estatelou fazendo cacos dentro do bar.

Mas nem todas as história de escravos eram funestas. Havia bons proprietários que tratavam bem, humanamente, seus escravos. A literatura registra muitos casos assim

Temos na bíblia a história de uma menina que foi raptada em Israel e levada escrava por um comandante sírio, Naamã. Lá ela esteve a serviço da esposa desse comandante. Quando o comandante adoeceu com lepra, a menina o informou do profeta lá em Israel que poderia curá-lo. Ele foi, o profeta mandou-o se lavar no rio Jordão e ele ficou curado.

A escravidão moderna ganhou novos contornos. Hoje os escravos são da droga, do preconceito, da bebida, dos vícios, do dinheiro, do luxo, da ostentação e finalmente do pecado.

Do pecado é a escravidão mais preocupante, porque por trás do pecado existe um Senhor chamado satanás que depois de escravizar intenta matar seus escravos. A bíblia é clara ao usar as palavras de Cristo dizendo que “aquele que comete pecado é escravo do pecado” (Jo.8:34). Mas com a mesma clareza Jesus afirma que “se o filho de Deus vos libertar, verdadeiramente sereis livres” (Jo.8:36).

Liberdade, meu amigo, não é a rua. Existem homens presos na rua e existem homens livres nas prisões. É uma questão de consciência. A obediência a Deus já é uma prova de libertação do cativeiro do pecado, do livramento das paixões e das inclinações. É prova de que a pessoa é vencedora dos principados e das potestades, dos príncipes das trevas deste mundo e das hostes espirituais da maldade (Ef.6:12). A sujeição à vontade de Cristo significa a perfeita liberdade que todos podem ter. O homem moderno pensa que é livre, mas é o mais escravizado de todos os tempos. A vida moderna é muito mais escravizante do que se pode pensar e imaginar.

 

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