Meditação diária de 20/08/2020 por Flávio Reti – Pergaminho
20/08/2020
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21/08/2020

Meditação diária de 21/08/2020 por Flávio Reti – Peruca

21 de agosto

I Coríntios 11:14  “Não vos ensina a própria natureza que, se o homem tiver o cabelo comprido, é para ele uma desonra?”

Peruca

Quando se fala em peruca, lá vem o preconceito, porque elas, apesar de antiguíssimas, ainda são tratadas com preconceito. Deveriam ser encaradas como um acessório natural para imitar o cabelo para quem não tem, mas nem sempre é pra isso que ela é usada. Ela virou uma opção de mudança de visual entre as mulheres e entre as grandes celebridades da moda, do cinema. Então, para essas pessoas a peruca virou um distintivo de elegância e de prestígio, usada sem necessidade. Segundo nos relata a história, as perucas foram primeiramente usadas para abrigar do frio e eram feitas com crina de cavalos e barba de bodes e depois passaram a ser quase exigidas pelas mulheres romanas que queriam ser loiras. No século XVII, época de reis famosos como Luis XIII, Luís XIV da França e Carlos II da Inglaterra, o acessório peruca se tornou um símbolo de prestígio no meio da nobreza e muito desejada pelos cavalheiros do reino, porque era vergonhoso um cidadão sair às ruas com cabelo curto, chegando a ser até ofensivo sair de casa sem usar uma peruca. Para se ter uma ideia de como andavam as coisas, ao lado dos cabeleireiros surgiu a profissão de peruqueiros com ares de artistas na sua confecção. Alguns reis mantinham uma equipe de peruqueiros entre seus serviçais e o rei absolutista Luis XV chegou a contar 40 profissionais peruqueiros a seu serviço. Nos tribunais da Inglaterra ainda hoje se usa uma peruca branca, semelhante à lã de carneiro nas reuniões formais. Perucas são fabricadas com cabelos normais de pessoas ou com cabelos sintéticos feitos de PVC, o mesmo material de fabricar canos de plástico para construção hidráulica. As feitas de fio natural são tratadas como se trataria um cabelo verdadeiro com shampoo e condicionador, lavagens frequentes para manter um visual mais natural possível, mas as sintéticas exigem cuidado, porque não podem sofrer o calor das chapinhas, mudam de cor se tratadas com produtos químicos, o uso de secador pode enrolar os fios e pôr a perder a peruca. Paulo, comparando a armadura do cristão com a armadura de um soldado, ele não fala nada de peruca, mas aconselha usar na cabeça “o capacete da salvação” (Efes.6:17). Como todos sabem, o capacete é um protetor para a cabeça, especialmente para quem anda de moto no trânsito das grandes cidades e para os trabalhadores da construção civil. Comparativamente, se tivermos o evangelho na cabeça, estaremos protegidos dos perigos dos últimos dias que podem causar acidentes no percurso do caminho do céu. Uma peruca pode acrescentar beleza, com um pouco de preconceito, lógico, mas o melhor para nossa cabeça ainda é o evangelho que “é a salvação de todo aquele que crê” (Rom.1:16) o qual Paulo não tinha vergonha de usar.

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