Meditação diária de 19/11/2017 por Flávio Reti
19/11/2017
Meditação diária de 21/11/2017 por Flávio Reti
21/11/2017

Meditação diária de 20/11/2017 por Flávio Reti

20 de novembro
Dia nacional da consciência negra

Hebreus 9:14   “Quanto ao mais, o sangue de Cristo que pelo espírito eterno se ofereceu a si mesmo imaculado de Deus, purificará das obras mortas a vossa consciência para servirdes ao Deus vivo”

Ninguém nega a contribuição da cultura negra na formação da sociedade nacional, do povo brasileiro, sua contribuição econômica, política e social registradas na história do Brasil. A escolha da data de 20 de novembro como a data da conscientização da consciência negra se deve à morte de zumbi, líder da resistência negra, na região de Palmares. Historiadores levantaram a data da morte de Zumbi e iniciaram um movimento negro unificado contra a discriminação racial e elegeram a figura de Zumbi como símbolo da resistência e da luta dos negros escravizados e acrescentaram a luta por direitos que seus descendentes têm pela posse da terra onde estão plantados desde a libertação. Com a nova constituição do Brasil, em 1988, o movimento negro obteve mais espaço nas discussões e nas decisões políticas. Leis que inibem o preconceito, leis de cotas raciais na educação, lei da obrigatoriedade do ensino de História e Cultura Africana nas escolas. Tudo isso é tentativa de sanar o dano causado e sofrido pela população negra do país. O negro teve grande contribuição para a formação da sociedade nacional e merece essa data como lembrança da sua força, da sua resistência e da sua contribuição na formação da sociedade brasileira. O objetivo é ressaltar as dificuldades que os negros enfrentaram no passado e resgatar a dignidade que eles merecem. O Quilombo dos Palmares foi criado para abrigar escravos fugitivos, pois muitos não suportavam a vida sob maus tratos e castigos de seus feitores, amarrados aos troncos, sob sol ou chuva, sem água e sem comida, sofrendo com açoites e chicotadas. O local abrigou uma população de mais de vinte mil habitantes. Desde o início da sua história no Brasil, os negros não foram tratados com respeito, mas com descaso e desrespeito além de sofrimento. Viviam em condições sub-humanas, amontoados nas senzalas, comendo os restos de seus senhores. Muitas vezes suas mulheres e filhas serviam de escravas sexuais para os patrões e seus filhos, feitores e capitães do mato, que depois as abandonavam. Suas casas eram de chão batido, não tinham móveis nem utensílios, nem mesmo cama para dormir. Essa era a situação dos escravos braçais, mas o que dizer dos escravos modernos? Hoje o branco virou escravo e também está amargando a existência, apesar de não se aperceber. Escravo da economia, do emprego, da moda, do tempo, do cruel capitalismo e vai tentando sobreviver, como faziam os escravos no passado. Se os negros desgastavam os braços no trabalho, hoje os brancos estão desgastando tudo, inclusive os neurônios para sobreviver numa sociedade que lhe rouba as forças vitais, o tempo e suas economias. A vida moderna escravizou a todos e se tudo isso não bastasse, ainda somos escravos do pecado que nos faz escravos de satanás e nos rouba o direito à vida. E pensar que não existe um Dom Pedro, uma rainha Isabel, uma lei do ventre livre, uma lei dos sexagenários que possa nos libertar da enrascada em que o pecado nos meteu a todos. Hoje, os que mais se acham livres são os mais escravizados. A escravidão moderna é pior porque amarrota a consciência, nega direitos espirituais, esmaga a iniciativa e sufoca a alma. Hoje vivemos sob intenso stress e não vemos uma saída à vista. Temos uma luz no horizonte distante, a vinda de Jesus, para pôr um fim neste mundo mau e libertar o corpo da prisão da morte e a alma da culpa. Esperamos ansiosos pela libertação, porque sabemos que se Cristo nos libertar “verdadeiramente seremos livres” (Jo.8:36). Para isso o evangelho está sendo distribuído e pregado indistintamente a todos e por todos os cantos, porque todos devem conhecer a verdade “porque a verdade unicamente nos libertará” (Jo.8:32).

Sente-se cansado de lutar, não vê saída, tem um gigante invencível à sua frente? Você não é o único. Toda a humanidade moderna está nas mesmas condições, porque o pecado nos escravizou a todos e está nos sufocando. Almejamos o dia em que Cristo disse “virei outra vez e vos levarei para mim mesmo, para que onde eu estiver estejais vós também” (Jo.14:3). Não perca a esperança, nossa escravidão também tem solução, Cristo está voltando e juntos, negros e brancos, iremos para o mesmo céu e viveremos para sempre na bendita e gloriosa vida eternal.

 

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