Agenda IASP Jovem 2017
19/06/2017
Meditação diária de 21/06/2017 por Flávio Reti
21/06/2017

Meditação diária de 20/06/2017 por Flávio Reti

20 de junho

Dia mundial do refugiado

Salmos 91:2   “Direi do Senhor: Ele é o meu refúgio e a minha fortaleza, o meu Deus, em quem confio”

E o número de refugiados não para de crescer. Todos os dias, movidos pelas guerras, dezenas e milhares deixam para trás suas casas, seu imóvel, seu emprego, sua história e se arriscam mundo afora para escapar da violência. Tudo fica para trás, excerto o sonho de um futuro seguro e de um dia poder voltar ao seu lugar de origem. A ONU criou uma agência (ACNUR = Alto Comissariado das Nações Unidas para Refugiados) para lidar com o problema dos refugiados, mas está longe de obter uma solução, porque a cada dia aumenta as levas que deixam seus países.

Estima-se que de cada 113 pessoas no mundo, uma delas é refugiada. Só em 2015, mais de 66 milhões de pessoas foram deslocadas para outros países. Os países que mais forçam a saída de seus filhos são Síria, Afeganistão, Somália, Congo e atualmente a Colômbia. Os motivos, além das guerras, incluem raça, religião, grupo social, opinião política. Um refugiado não é a mesma coisa que um imigrante. O imigrante sai por vontade própria, enquanto o refugiado sai pressionado por alguma das razões acima mencionadas. O Brasil considera refugiadas aquelas pessoas que foram obrigadas a deixar seu país por motivo de grave violação dos direitos humanos.

A bíblia não nos chama de refugiados e nem de imigrantes, ela nos chama de peregrinos. Assim como Abraão, que peregrinou em vários lugares, o povo de Deus hoje é considerado peregrino, exatamente porque estamos nesta terra de passagem. Os peregrinos do Velho Testamento iam de lugar em lugar conforme as suas conveniências, sempre procurando melhores condição de vida para si e para sua família que, em geral, era muito numerosa. Tinham rebanhos e precisavam de mais terras, mais espaço para viver e criar seus animais. Mas tinham, e por isso eram peregrinos ou habitantes provisórios, a promessa de uma terra definitiva prometida sob juramento ao pai da raça, Abraão.

O apóstolo Pedro aconselha os cristãos da Ásia a fim de prepará-los para suportar a terrível perseguição desencadeada contra os cristãos pelo Imperador Nero. Em 64 d.C houve um grande incêndio em Roma e os cristãos foram acusados. Em 66 d.C houve uma grande rebelião dos judeus contra Roma e aí começou uma feroz represália contra os judeus e em consequência aos cristãos. No Ano 70 d.C houve a destruição de Jerusalém e o esparramamento dos judeus por todo o mundo. Pedro antevendo tudo isso, inspirado por Deus, escreve aos cristãos para que fiquem firmes no ensinamento que receberam e que andassem com o temor de Deus durante o tempo da sua peregrinação nesta terra (I Ped.1:17), isso porque eles, como nós, aguardavam uma pátria superior, a celestial.

Pedro ainda destaca o privilégio especial de seus leitores, observando a salvação que eles receberiam na revelação de Jesus Cristo (1:5,9). A fé deles, testada pela perseguição, era mais preciosa do que o ouro refinado pelo fogo e resultaria em louvor, glória e honra quando Jesus retornasse (1:7). Se somos peregrinos, e de fato somos porque estamos passando por esta terra enquanto aguardamos o Senhor, como estamos nós nos comportando enquanto aguardamos a breve volta de Jesus? Vigiando e orando como recomendou Jesus, orando sem cessar como pediu Paulo?

A vida passa depressa e o tempo voa. Amanhã estaremos vendo Jesus se manifestar nas nuvens do céu satisfazendo nossa bendita esperança de vê-lo voltar. Será breve, muito em breve. Esse pequeno tempo de espera são dias de preparo e de profundo exame de coração. Os discípulos sentiram essa necessidade espiritual e suplicaram do senhor a capacitação para o trabalho de salvar almas. Eles não suplicaram exclusivamente para si, mas pela responsabilidade que sentiam como agentes dessa obra, eles sentiam que o evangelho devia ser proclamado ao mundo e reclamaram o poder que Cristo havia prometido. O poder veio, o evangelho cresceu e chegou às portas de Roma. Eles foram peregrinos conscientes da sua passagem por este mundo, mas mesmo assim não deixaram de aproveitar a oportunidade. Se entendermos que nossa situação é a mesma deles, nós vamos agir semelhantes a eles. Que Deus nos abençoe para tanto.

 obra de salvação de almas. Compreendiam que o evangelho devia ser proclamado ao mundo, e reclamavam o poder que Cristo prometera. 
Pag. 37

 

Os comentários estão encerrados.