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19/08/2020
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21/08/2020

Meditação diária de 20/08/2020 por Flávio Reti – Pergaminho

20 de agosto

Apocalipse 22:20  “Aquele que testifica essas coisas diz: Certamente cedo venho”

Pergaminho

Com certeza você já ouviu falar que as primeiras escritas eram feitas em tabletes de argila, depois em papiros do Egito, depois em pergaminhos e finalmente em papel. Pois bem, pergaminho era nada mais do que uma pele de animal (cabra, carneiro, cordeiro, ovelha, bezerros) preparada para se escrever sobre ela. A tradição se encarrega de citar a cidade grega de Pérgamo, na Ásia Menor, como o local de origem dessa técnica de escrever sobre peles de animais. Antes dos chineses inventarem o papel, os pergaminhos eram o que existia para se escrever e foi largamente usado como preservação de documentos pessoais, de terras, de propriedades e bens. Nos tempos da idade média, os mosteiros eram cheios de pergaminhos onde monges mais cultos do que a população em geral se encarregavam de escrever e copiar manuscritamente e foi assim que a cultura grega e romana duraram por mais tempo na história das civilizações. Os clássicos gregos e romanos só chegaram até nós porque foram preservados em pergaminhos. Com requinte de sofisticação, ainda se escrevem em pergaminhos os diplomas universitários, títulos do tesouro nacional, porque é considerado um material duradouro e de difícil falsificação. As criações de cabras do nordeste brasileiro ainda tem sua economia marcada pela produção de pergaminhos como fonte de renda. Alguns pergaminhos ficaram famosos na história: Codex Alexandrinus, Codex Sinaíticus, Codex vaticanus, Pergaminhos do Mar Morto, a própria tradução da bíblia chamada Septuaginta e muitos outros. Nos dias de Jó, possivelmente, os pergaminhos ainda não eram conhecidos, talvez ainda se escrevia em tabletes e por isso mesmo Jó expressou assim seu desejo: “Tomara que as minhas palavras fossem escritas! Que com pena de ferro e com chumbo fossem para sempre gravadas na rocha. Porque eu sei que o meu redentor vive e que, por fim, se levantará sobre a terra” (Jó 19:23-25). Escrever com pena de ferro e gravar com chumbo na rocha, provavelmente foi antes do pergaminho. Quem sabe não seja necessário tanto, basta que se cuide do material escrito. Quando o anjo deu instruções ao apóstolo João para escrever o Apocalipse, ele assim se expressou: “Bem aventurado aquele que lê e bem aventurados os que ouvem as palavras desta profecia e guardam as coisas que nela estão escritas, porque o tempo está próximo” (Apoc.1:3). A garantia está em guardar, preservar e não vai se deteriorar, porque “o tempo está próximo”. Na visão do apóstolo Paulo, “o tempo está se abreviando” (I Cor.7:29), então não precisamos dessa preocupação do material onde escrever, porque o tempo está próximo e o melhor local para se escrever ainda é nas tábuas do nosso coração.

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