Voluntariado na Comunicação – Edição de Fotos
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Meditação diária de 21/08/2019 por Flávio Reti – Leonardo di Ser Piero da Vinci
21/08/2019

Meditação diária de 20/08/2019 por Flávio Reti – Joaquim da Silva Rabelo

20 de agosto

João 14:1  “Não se turbe o vosso coração, credes em Deus, crede também em mim”

Joaquim da Silva Rabelo

Você não imagina quem foi esse camarada, mas pensa num padre politicamente atrevido que se metia em tudo quanto era revolta e revolução. Nasceu Joaquim da Silva Rabelo, depois do noviciado se tornou Frei Joaquim do Amor Divino Rabelo, mas popularmente as pessoas o conheciam por Frei Caneca, um nome meio de deboche, porque seu pai era fabricante de vasilhames de lata e madeira. Era um frei, religioso se supõe, mas era mais político do que religioso e esteve implicado como líder na Revolução Pernambucana, na Confederação do Equador e criador e editor de um jornaleco periódico de nome Typhis Pernambucano. Ele nasceu no Recife, exatamente nesse dia 20 de agosto de 1779 e morreu lá mesmo em 1825, apenas três anos após a independência do Brasil em 1822. Seu lema como político era o seguinte: “Quem bebe da minha caneca tem sede de liberdade”. Era inicialmente um “rato de biblioteca” e conquistou grande erudição a ponto de ser nomeado professor de retórica e também de geometria no convento onde estudou, mas um dia sua argúcia ultrapassou os muros do convento e ele se envolveu com a política. Consta no seu currículo que ele era também Maçon, de ideias liberais e defensor da república e sabedor da Revolução Francesa em 1798 e da Independência dos Estados Unidos em 1776, alimentava os sonhos da liberdade do Brasil das garras de Portugal e por isso conspirava sempre contra o jugo português. A Revolução de Pernambuco queria fazer de Pernambuco um país independente de Portugal e do restante do país, mas foi esmagada, mas a ideia de libertar-se de Portugal continuou cada vez mais forte. Nessa de apagar a revolução pernambucana, Frei Caneca foi preso e mandado para salvador onde ficou 4 anos preso e aproveitou para escrever uma gramática da Língua portuguesa. Sua primeira prisão foi humilhante, ele arrastava uma corrente de ferro no pescoço, usando uma batina suja e rasgada e andando descalço em silêncio até Salvador. Libertado, voltou a Pernambuco e voltou também às atividades políticas. Em 1821 se meteu no Movimento de Goiânia, outro movimento sedicioso de emancipação. Quando ele se envolveu na Confederação do Equador, ele se complicou. Foi detido como secretário das forças revoltosas e levado para um calabouço. De lá saiu para receber a sentença e ser levado para a forca. Mas os carrascos se negaram a executar um religioso, então ele foi amarrado ao pé da forca e executado a tiros. No dia da execução a igreja o despojou dos hábitos sacerdotais, tirou-lhe a credencial e o terço, deixando-o à mercê dos carrascos militares.

E é exatamente assim que acontece na vida daqueles que se metem a brincar com o inimigo, satanás, porque nas horas de necessidade este não virá para socorrer. Satanás é um traidor, engoda seus súditos e depois os deixa na amargura. A maçonaria, de quem era membro, também não compareceu para libertá-lo e também não se preocupou com ele. Ele foi literalmente abandonado a sua sorte. Não é assim com Jesus, que prometeu sempre estar com seus filhos. “Eis que estou convosco todos os dias, até a consumação dos séculos” (Mat.28:20). Em Jesus podemos confiar porque ele nunca, jamais, vai nos desamparar nas horas de necessidade e de dificuldades.

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