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Meditação diária de 20/05/2020 por Flávio Reti – Filmadora Super 8

20 de maio

Provérbios 27:1  “Não te glories do dia de amanhã, porque não sabeis o que produzirá o dia”

Filmadora Super 8

Na década de 70 virou febre o uso de uma filmadora por amadores que saíam filmando de aniversários a desastres nas ruas e a máquina que usavam era uma filmadora de 8 milímetros. De oito mm porque a fita magnética usada tinha 8 mm de largura. Foi a Kodak que lançou, para delírio dos aficionados, a filmadora super 8 que mantinha os 8 mm de largura mas deixava uma faixa à esquerda para a gravação do áudio sincronizado com a imagem simultaneamente. A antiga 8 mm não gravava o áudio, este tinha que ser acrescentado depois no momento da edição. O interessado ia a uma loja da Kodak, comprava um cartucho de filme super 8 mm que vinha em cartuchos à prova de luz que permitia apenas dois minutos e meio de gravação. Futuramente a Kodak aproveitou o boom dos interessados e lançou um cartucho com 4 vezes mais filme. A gravação era no sistema positivo, assim como eram os slides, e só precisava revelar depois de gravado. Uma fotografia da mesma época era negativa e precisava ser revelada e copiada em papel fotográfico. Inicialmente a gravação em super 8 era sem som, só em 1973 foi criada a versão com som numa pista magnética na lateral da fita, um sucesso! Mas com o surgimento da fita magnética VHS com até 6 horas de gravação foi o decreto de morte das filmadoras super 8. Em pouco tempo, em 1997, a Kodak deixou de fabricar os filmes super 8 sonoros e para disfarçar alegou que a substância usada na borda magnética foi considerada prejudicial ao meio ambiente. Foi como jogar água fria no ânimo dos usuários e obrigatoriamente tiveram que aderir às filmadoras VHS que gravava tudo, áudio e vídeo, em fita magnética e daí vieram os aparelhos de vídeo cassete para orgulho dos filmadores amadores. Convém lembrar que a Kodak tinha um concorrente de peso, a Fuji, que lançava os mesmos produtos semelhantes e concorria com a Kodak. Essa leitura serve para nos despertar para uma coisa: O brilho, qualquer que seja ele, não dura para sempre. De uma maneira ou de outra sempre surge alguma coisa para empanar o nosso brilho e acho que bem por isso o apóstolo Tiago aconselhou a não confiar no dia de amanhã com as seguintes palavras: Não sabeis o que sucederá amanhã. Que é a vossa vida? Sois um vapor que aparece por um pouco e logo se desvanece” (Tiago 4:14). Se produtos de mercado passam, por que nossa vida efêmera não haveria de passar? O certo é seguir o adágio: “Curta que a vida é curta e a gente só leva da vida a vida que a gente leva”

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