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19/03/2020
Meditação diária de 21/03/2020 por Flávio Reti – Chapinha
21/03/2020

Meditação diária de 20/03/2020 por Flávio Reti – Cremação

20 de março

I Coríntios 13:3  “… ainda que entregasse o meu corpo para ser queimado, e não tivesse amor, nada disso me aproveitaria”

Cremação

De início a palavra cremação assusta e causa um certo desconforto, mas nada mais é do que uma formalidade funerária de transformar o cadáver em cinzas para evitar riscos ambientais. Em caso de epidemia, de guerra onde muitos morrem ao mesmo tempo, o processo de cremação é o mais indicado para dar fim aos corpos e evitar contaminação maior, ainda mais porque oferece menos riscos do que o sepultamento em covas, às vezes rasas, que até cães podem desenterrar. Não é algo novo, é uma prática antiga praticada em algumas sociedades por ser uma medida de higiene e muito prática. 1.000 anos antes de Cristo os gregos já queimavam seus cadáveres e os romanos passaram a fazê-lo no ano 750 também antes de Cristo. É bom lembrar que a cremação desses povos era considerada uma prática que dava um destino nobre aos mortos e o sepultamento era destinado apenas para criminosos, assassinos ou mortos por azares da natureza que eram considerados maldições dos deuses, no caso Júpiter. Crianças que morriam antes de ter os dentes nascidos também eram enterradas. Quando o budismo entrou no Japão, lá pelo ano 552 depois de Cristo, o costume de cremação foi importado e aceito primeiramente pela alta sociedade e depois pelas pessoas do povo também. Inicialmente lá no Japão fazia sentido, porque eles não dispõem de muita terra adequada para sepultamento e foi inclusive criada uma lei, em 1867, que obrigava cremar pessoas mortas por doenças infecciosas como controle sanitário e higiênico e a prática passou a ser considerada comum. Há religiões que não recomendam a cremação por considerar o homem mais do que apenas um corpo. Aqui no Brasil o primeiro crematório foi inaugurado em 1974, bem recente, e a legislação exige que a pessoa registre em vida, no cartório, o desejo de ser cremada ou que após a morte o parente mais próximo requisite o serviço. Em 2008 todos os estados brasileiros já dispunham de um crematório sendo que só na cidade de São Paulo há três deles. Só o crematório de Vila Alpina, em São Paulo, crema uma média de 300 corpos por mês. Já as cinzas são entregues aos familiares que ficam livres para fazer delas o que quiserem, guardar numa urna, deixar em um depositório específico para cinzas, usar como adubo para plantar uma árvore, espalhar em algum jardim, jogar em algum rio. Lendo esse assunto desagradável, o que vem à mente é o valor da pessoa humana. Depois de morto vai como um pau de lenha, vira cinza e já era. Não é assim com a consideração de Deus, porque um dia ele vai trazer todos à vida novamente para dar a retribuição dos feitos durante a vida. Uns herdarão a vida eterna e os demais serão daí queimados de verdade até não sobrar sequer cinzas. Deus tem uma visão diferente para nossa vida e para nossa morte.

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