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20/03/2019

Meditação diária de 20/03/2019 por Flávio Reti – José Bento Renato Monteiro Lobato

20 de março

João 11:35  “E Jesus chorou”

José Bento Renato Monteiro Lobato

José Bento Renato você provavelmente não conhece, mas de Monteiro Lobato você já ouviu falar muito. Grande produtor de livros infantis, a maior parte de sua produção literária, e que chegou a ser a metade de suas obras e também importante tradutor de outras tantas obras. Mas não ficou só nisso, ele escreveu contos, crônicas, prefaciou livros, escreveu críticas, mandou cartas e escreveu muito sobre o ferro brasileiro e sobre o petróleo do Brasil. O homem Lobato era versátil, formado em direito foi promotor público e também fazendeiro cuidando de uma herança do seu avô. Olha a visão dele, quando os livros, mesmo brasileiros, eram editados em Paris ou em Lisboa, Lobato deu um jeito de editar e imprimir aqui mesmo no Brasil ficando assim mais fácil reeditar, corrigir, acrescentar ou omitir alguma parte. Seu maior sucesso foi entre as crianças com “Sítio do Pica-Pau amarelo”, “O Poço do Visconde”, “Emília no país da Gramática”. Arranhando a política, ele demonstrou todo seu patriotismo defendendo e se colocando a favor da exploração do petróleo brasileiro apenas por empresas brasileiras. Uma de suas frases célebres foi “O petróleo é nosso” e com essa posição firme de crítica à política ele viu uma cidade baiana receber seu nome como reconhecimento da sua luta pelo Brasil. Lobato criou a figura do Jeca Tatu, um personagem baseado na vida do trabalhador rural, caipira abandonado pelos órgãos públicos e exposto às doenças advindas da ignorância, como a verminose, e do atraso econômico, do péssimo sistema educacional, porque sendo ele mesmo um produtor rural era tratado como indigente pelos políticos que só apareciam na hora de buscar os votos. O personagem Jeca-tatu serviu de ferramenta sobre a importância do saneamento público e a necessidade de se erradicar o famoso amarelão, causado pelos vermes ancilóstomos. Tudo começa com o Jeca, uma figura relaxada, amarelo, fraco e de pés descalços, e calcanhares rachados, barbudo e nada higiênico. Mas, eis que um dia passa pela sua palhoça um médico que vê a situação do Jeca e resolve examinar o Jeca levado pela sua cor amarela, magreza e falta de ânimo. O doutor diagnosticou a presença da ancilostomose, uma doença adquirida por andar descalço, um tipo de verminose. O médico prescreve o remédio, receitou o uso de botinas novas, aconselhou o Jeca parar de beber e as coisas foram mudando. O Jeca se curou, prosperou e passou a ser um homem honrado. Foi assim que Lobato decidiu criticar o poder público ineficiente e omisso com os trabalhadores rurais.

Enquanto escrevo me lembro de Jesus, que também andava por toda parte fazendo o bem. Lobato criou a figura do médico bondoso, talvez nem tenha pensado em Jesus, mas Jesus fez muito mais do examinar um Jeca. Ele ensinou, curou e finalmente morreu pelos pecados do povo, a bem dizer da humanidade toda. O Jeca permanece na literatura infantil de Lobato, mas Jesus permanece na vida de seus filhos, mudando pecadores em cidadãos do reino dos céus.

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