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19/02/2020
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21/02/2020

Meditação diária de 20/02/2020 por Flávio Reti – Braile

20 de fevereiro

João 9:4  “Importa que façamos as obras daquele que me enviou, enquanto é dia, porque a noite vem, quando ninguém pode trabalhar”

Braile

Criado por Louis Braille, um jovem que perdeu a visão em um acidente de infância criou, em 1824, com 15 anos de idade, o sistema Braille de escritas para pessoas totalmente cegas ou com pouca visão. O sistema consiste de pequenos duadrados chamados de células onde se inserem de um a seis pontos em alto relevo, ou como ele chamou, pontos levantados. Com a combinação desses seis pontos pode se chegar a 64 letras ou caracteres sendo cada célula uma única letra do alfabeto. Inicialmente se escrevia em Braille usando um instrumento semelhante a uma sovela sem ponta para apenas criar a elevação do ponto, depois surgiu a máquina de escrever em Braille e atualmente os computadores já processam e imprimem em Braille. Napoleão Bonaparte já havia encomendado a um soldado chamado Charles Barbier um meio dos soldados se comunicarem em silêncio, à noite e sem nenhum lampejo de luz. Barbier criou, então, um conjunto de 12 pontos em relevo que codificavam 36 sons. Mas reconhecer o som pelo toque era muito difícil para os soldados e os militares rejeitaram a proposta de Barbier. A solução de Louis Braille de 64 quadradinhos com um a seis pontos em cada um, simbolizando as letras do alfabeto francês inicialmente, identificava letras e não sons e era um para cada letra, assim facilitava e por isso foi logo aceito pela comunidade cega. Os cegos consideram o Braile um outro sistema independente de escrever, pra eles não é um código de ortografia, é outro alfabeto. Passando os dedos em cima dos pontos em relevo, o cego se familiariza tanto que consegue ler até 200 palavras por minuto, muito mais do que uma pessoa com visão normal. Louis Braille, o inventor do método de leitura em Braille, ficou cego ainda na infância, com três anos de idade, machucando o olho esquerdo com uma sovela na oficina do pai que era um fabricante de arreios para amimais. Seu olho infeccionou e a infecção passou para o outro olho deixando-o totalmente cego. Louis ganhou uma bolsa no Instituto Real de Jovens cegos de Paris e lá o diretor começou criando letras grandes em alto relevo para ele ler, mas o método era enfadonho, quase improdutivo e nada prático. Foi quando Louis disse uma frase famosa: “Se os meus olhos não me deixam obter informação sobre homens e eventos, sobre ideias e doutrinas, terei de encontrar outra forma”. E com 15 anos ele saiu com o seu método usado até hoje. Aprendemos aqui uma grande lição: Os que querem sempre acham um meio de fazer alguma coisa. Conheci uma mulher que vendia tapioca na feirinha de Campo Grande, MS e por conta própria mandou personalizar seus guardanapos com informações de como sintonizar a TV Novo Tempo. Foi sua maneira de fazer alguma coisa. E nós, o que estamos fazendo para apressar a volta de Jesus? Nada?

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