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19/01/2019
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21/01/2019

Meditação diária de 20/01/2019 por Flávio Reti – Euclides da Cunha

20 de janeiro

Lucas 21:34  “Olhai por vós mesmos, não aconteça que os vossos corações se carreguem de glutonaria, de embriaguez e dos cuidados da vida e aquele dia vos sobrevenha como um laço”

Euclides da Cunha

Aos 20 de janeiro de 1866 nascia na fazenda Saudade, município de Cantagalo, no Rio de Janeiro, o grande escritor e jornalista Euclides da Cunha. Sua titulação veio da Escola Militar da Praia Vermelha além de ingressar no jornal “A Província de São Paulo” que hoje se chama O Estado de São Paulo. Enquanto era militar e jornalista, ele teve a oportunidade de cobrir o desenrolar da guerra de Canudos, um conflito de escravos e sertanejos da Bahia liderados por um tal Antônio Conselheiro contra as forças da polícia brasileira, o exército propriamente. Ele foi para a frente da batalha e diariamente mandava um resumo dos acontecimentos do dia que o jornal ia arquivando e no final editou tudo em um livro que se chamou “Os Sertões” que se tornou uma obra notável dentro do movimento pré-modernista porque além de contar acontecimentos da guerra, ele vai alinhavando a vida e a sociedade sofrida, um povo negligenciado e esquecido pelas autoridades da metrópole. Com o reconhecimento de sua obra, em 1903 ele foi aceito na Academia Brasileira de Letras e ganhou nome a ponto de viajar para o norte do Brasil demarcando as fronteiras e chefiando a delegação na campanha. Voltou para trabalhar no gabinete do Barão do Rio Branco e se casou com Ana Emília Ribeiro, mas não foi feliz, porque ela foi infiel ao votos matrimoniais e teve dois filhos fora do casamento, resultado de suas escapadas com um militar de nome Dilermando de Assis. Quando descobriu a traição, Euclides da Cunha tentou assassinar a esposa e o amante dela, mas ele é quem foi morto pelo militar, em 1909, um caso que ficou conhecido como “A tragédia da Piedade”. Ainda hoje sua obra tem valor documentário e continua sendo estudada nos círculos acadêmicos. A linguagem usada na obra é cheia de neologismos e regionalismos, vocabulário típico do período pré-modernista.

O pensamento que nos ocorre com a história de vida de Euclides da Cunha é o seguinte: De que lhe valeu a fama de grande jornalista, de ser o chefe de uma delegação demarcando fronteiras dos estados no nordeste, de ser um correspondente de guerra, de pertencer à Academia Brasileira de Letras, de viver cercado de autoridades militares, políticas e acadêmicas e não ser feliz dentro de sua própria casa? Traído pela esposa, com dois filhos que não eram seus, e no final assassinado pelo traidor da sua felicidade? Precisamos ser muito cuidadosos, porque essa vida é muito ingrata. Nem tudo que acontece se passa como nós queremos e esperamos. Muitas vezes surpresas indesejadas nos esperam na próxima esquina e podemos não estar preparados para saber lidar com elas. Só Deus mesmo para nos ajudar e nos livrar de tudo que se levanta diante de nós! A vida que temos hoje não é suficiente para mostrar o que virá amanhã, de sorte que precisamos de alguém mais sábio do que nós para nos alinhavar o futuro e esse alguém só pode ser nosso Deus, ninguém mais.

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