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19 de dezembro
Dia da morte de Alzheimer

Números 23:10   “…que eu morra a morte dos justos e seja o meu fim como o deles”

Todo mundo conhece a doença por Alzheimer, mas poucos sabem da história de Alois Alzheimer, o investigador do cérebro. Há um século o médico alemão identificou a doença que era ignorada durante séculos e sempre foi alvo de discussões e controvérsias até ser redescoberta nos anos 90. A data de 19 de dezembro ganha significado com a morte do grande médico descobridor da doença que leva o seu nome, a temida Alzheimer.

Tudo começou com o jovem médico Alois Alzheimer visitando uma mulher que fora internada no Hospital Municipal de Lunáticos e Epilépticos em Frankfurt, aos 51 anos de idade. A primeira coisa que Alzheimer fez foi entrevistar o marido e tomou conhecimento que ela se tornou muito ciumenta há seis meses e em seguida vinha perdendo a memória progressivamente. A mulher aos poucos foi se tornando ansiosa e hostil. Alzheimer acompanhou de perto o caso da mulher e quando a mulher faleceu, o cérebro dela foi enviado para Alzheimer que o examinou minuciosamente e descobriu nas lâminas estudadas sob o microscópio uma substância não comum no córtex cerebral. Era uma proteína, hoje chamada de beta amiloide na comunidade médica. Um amigo seu, convencido de que estavam diante de uma nova patologia, denominou a doença como doença de Alzheimer. Vale lembrar que o homem que identificou a esquizofrenia e a psicose maníaco-depressiva foi também um ferrenho opositor às ideias de Freud. Com o advento das duas grandes guerras mundiais, as pesquisas e as descobertas de Alzheimer foram engavetadas e ficaram esquecidas e só foram recuperadas em1990 por um outro médico, em um notável trabalho investigativo nos porões da Universidade de Munique, onde encontrou os documentos que descreviam a história clínica daquela mulher estudada por Alzheimer. Resultado, a doença é hoje o caso mais comum de demência e um dos motivos que mais concentram esforços de pesquisa, além de grande preocupação de profissionais da saúde, das famílias e da mídia em geral. Os primeiros sinais da doença é o esquecimento comum que vai se acirrando até que o paciente não tem mais noção de nada do que acontece ao seu redor.

Esquecimento total, notou? Não é assim que vive a humanidade em relação a Deus, o criador da vida, o mantenedor do universo, o salvador da humanidade, o único que prometeu salvação à raça caída? Pelo apego ao mundo e esquecimento de Deus e Sua Palavra, tornou-se-lhes obscurecido o entendimento e o coração mundano e sensual. Daí estarem em ignorância quanto ao advento do Messias e, em seu orgulho e incredulidade, rejeitarem o Redentor. “Muitos apresentam o esquecimento como desculpa suficiente para os erros mais crassos. Não possuem, porém, tanto como outros, faculdades mentais? Por isso devem educar a mente a ser retentiva. É pecado esquecer, é pecado ser negligente. Se formardes o hábito da negligência, podereis negligenciar a salvação da própria alma, e finalmente verificareis que não estais preparados para o reino de Deus” (Parábolas de Jesus, p.359). Até parece que a maioria sofre de Alzheimer, mas só com relação ao nosso Deus, para as demais coisas estão bem cientes e conscientes. O oculto egoísmo humano permanece manifesto nos livros do Céu. Existe o relato de deveres não cumpridos para com os semelhantes, do esquecimento dos preceitos do Salvador. Muitas nações, muitos povos caíram porque se esqueceram de Deus. Milhões têm descido ao túmulo sabedor da existência de um Deus, mas intencionalmente esquecidos dele.

Mas há um tipo de esquecimento que faz bem, é a virtude do esquecimento de si mesmo em favor de outros. Moisés, pela providência divina, passou 40 anos no deserto para aprender o esquecimento de si e poder se entusiasmar pelos seus irmãos, os escravos israelitas no Egito. O esquecimento de si, como uma criancinha que nem toma consciência da vida, é um atributo grandemente estimado pelo céu. Não devemos viver para nós mesmos, mas para outrem. E é apenas pelo esquecimento de nós mesmos, alimentando um espírito amorável, auxiliador, que podemos tornar nossa vida uma bênção. As pequenas atenções, as cortesias pequenas e singelas, muito representam na realização da felicidade da vida e a negligência destas coisas constitui não pequena participação na desgraça humana. Tome hoje uma iniciativa: Esqueça tudo ao seu redor, seja como uma criancinha, mas nunca se esqueça de Deus, seu criador, seu salvador, o único que tem por você o verdadeiro amor.

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