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Meditação diária de 19/06/2017 por Flávio Reti

19 de junho

Dia do cinema brasileiro

Ezequiel 8:12   “Então, me disse: Viste, filho do homem, o que os anciãos da casa de Israel fazem nas trevas, cada um nas suas câmaras pintadas de imagens? Pois dizem, o Senhor não nos vê, o Senhor abandonou a terra”

Essa data nos remete ao ano 1898, quando um camarada por nome de Afonso Segreto voltava da Europa trazendo consigo um equipamento chamado cinematógrafo, fabricado pelos irmãos Lumière e fez algumas imagens, as primeiras no Brasil, da Baia de Guanabara. As imagens foram feitas ainda de dentro do navio Brézil que havia zarpado da França e estava aportando no Rio de Janeiro. Por essa mesma época, nos Estados Unidos, o inventor Thomas Edson estava desenvolvendo seu equipamento próprio para filmagens, mas Segreto levou as honras de ter sido o primeiro a gravar as primeiras imagens no Brasil. Segreto, que era empresário no ramo de entretenimento, foi além e acabou fundando a primeira empresa produtora de filmes e criou também a primeira revista sobre cinema no Brasil. Coisas de um aficionado.

O cinema, hoje muito desenvolvido, muito além das primeiras máquinas rudimentares, ficou conhecido como a oitava arte no mundo e emprega milhões de dólares na indústria do divertimento. Existe muita gente, muitas empresas, dedicadas à produção de filmes que fazem girar a economia, Holywood que o diga. É uma indústria realmente para produzir entretenimento. A arte do cinema enveredou por vários caminhos, chegando uns à pornografia, outros ao documentário, e outros à ficção, mas todos, no final, visam lucro explorando o interesse no lazer da população.

A pergunta que ressalta hoje é se um cristão deve ir ou não ao cinema. A resposta está numa carta respondida pelo Pr. Dilson Beserra e publicada por Michelson Borges na Revista Adventista:

“A igreja parece impotente para dar respostas convincentes e os nossos jovens exigem uma resposta que esteja escrita na Bíblia ou no Espírito de Profecia. No tempo de Ellen White não havia cinema, mas tinha teatro e ela foi claramente contra. A igreja, no intuito de preservar nossos jovens da influência do mundanismo, estabeleceu o estigma de que ir ao cinema é pecado. O cinema em si pode não ser mal, contudo a tradição religiosa da igreja diz que isso é pecado (tanto no Brasil, como nos Estados Unidos, para minha surpresa). Na realidade, o motivo da proibição, era impedir nossos jovens de assistir aos filmes e não de ir ao cinema em si. Com o advento do videocassete, DVD, a igreja foi traída pela sua proibição e agora todo mundo assiste, em casa, e a polêmica definitivamente se estabeleceu. Ir ou não ir? Pode ou não pode? Em primeiro lugar, temos que lembrar que para a pessoa que está realmente determinada a ir ao cinema, nada vai convencê-la do contrário. Se hoje você vai ao cinema e alguém o vê indo, essa pessoa pode ficar escandalizada, e isso é pecado. Se o seu comportamento escandaliza o seu irmão, o princípio é claro ao dizer que é melhor não fazer (I Coríntios 8). Não vos torneis causa de tropeço… para a igreja de Deus. E o que mais me impressiona é a declaração do capítulo 8:12 quando Paulo diz: E deste modo [referindo-se ao pecado do escândalo], pecando contra os irmãos, golpeando-lhes a consciência fraca, é contra Cristo que pecais. Se ao ir ao cinema, escandalizo a minha igreja ou o meu irmão, estou pecando contra Cristo, diz a Bíblia”. Há pródigos que foram conservados fora do reino de Deus em virtude da falta de espírito cristão dos que professavam o Cristianismo. “Qualquer que escandalizar um destes pequeninos que creem em Mim”, disse Cristo, “melhor lhe fora que se lhe pendurasse ao pescoço uma pedra de moinho e se submergisse na profundeza do mar” (Mat. 18:6). Nós somos vitrines, o mundo nos observa e qualquer deslize nosso pode ser motivo de escândalo para os interessados em nossa fé e com isso Cristo é desonrado pelos que dizem ser seus filhos.

 

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