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Meditação diária de 19/12/2020 por Flávio Reti – Estribo

19 de dezembro

Romanos 12:17  “… Procurai as coisas honestas perante todos os homens”

Estribo

Já observaram um novato querendo montar um cavalo e não sabendo onde colocar os pés? Ele pula de atravessado com a barriga na sela e cai do outro lado. Já o cavaleiro acostumado com a montaria sabe que deve se aproximar do cavalo pelo lado esquerdo, pisar no estribo e jogar o corpo para cima abarcando a sela com a outra perna. Um estribo é aquela peça presa à sela onde o cavaleiro pisa para montar e durante a cavalgada sempre mantém os pés no estribo. Você deve saber que há vários modelos de estribos, mas todos eles seguem normas internacionais com regras estritas para não machucar o animal. Alguns estribos mal feitos permitem que o cavaleiro atravesse o pé por dentro do estribo e nesse caso, se ele cair do cavalo, ele vai sendo arrastado pelo animal correndo perigo de vida, por isso alguns estribos só permitem enfiar o pé até o meio para que, se cair, não seja arrastado pelos pés. Nos tempos dos bondes em várias cidades do Brasil, eles tinham uma parte parecendo um degrau que a gente pisava para subir no bonde que também tinha o nome de estribo e muita gente ficava pendurada no bonde em pé no estribo pronta para pular sem pagar o bilhete, afinal, os bondes eram lentos e não havia muitos carros nas ruas. Desde aquele tempo dos bondes esse apoio lateral para embarque ou desembarque de passageiros nos veículos como bonde, trem, carro passou a ser conhecido como estribo. Também podemos entender estribo como aquele quadrado ou retângulo de ferro que dá a espessura das vigas e colunas numa obra estrutural, aquele arco de ferro que envolve os vergalhões na construção civil. Agora veja, o estribo nas construções reforça a ferragem, o estribo nas selas era uma segurança para os cavaleiros e ainda é, mas os estribos dos bondes que deveria ser um apoio para o embarque ou desembarque passou a ser uma manobra de escape, de fuga, uma maneira de burlar e não pagar pelo transporte oferecido. Não é de hoje que muitas pessoas são desonestas, já eram nos tempos dos bondes nas ruas e continuam sendo em muitas coisas. Está impregnado na natureza humana a falsidade, a mentira, o disfarce, a desonestidade, talvez por isso a frase de Rui Barbosa permanece depois de um século muito atual: “De tanto ver triunfar as nulidades; de tanto ver prosperar a desonra, de tanto ver crescer a injustiça. De tanto ver agigantarem-se os poderes nas mãos dos maus, o homem chega a desanimar-se da virtude, a rir-se da honra e a ter vergonha de ser honesto”. Se o homem tem vergonha de ser honesto, como deve Deus se sentir com relação ao homem no estado em que está?

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