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Meditação diária de 19/06/2020 por Flávio Reti – Instituto Butantã

19 de junho

Jó 5:13  “Ele apanha os sábios na sua própria astúcia”

Instituto Butantã

Não podemos dizer que o Instituto Butantã foi uma invenção que mudou o mundo, mas podemos afirmar que foi uma entidade criada na zona Oeste de São Paulo, em 1898 pelo médico sanitarista Vital Brasil e seu primeiro objetivo era produzir o soro que combatesse o surto de peste bubônica que estava chegando ao Brasil. Em 1925 ele mudou de nome para ser um instituto científico de pesquisa e referência no mundo. As instalações do Instituto sofreu um grande incêndio em 2010 e toda a coleção de répteis e aracnídeos foi destruída. Hoje ele é responsável por 51% das vacinas usadas no Brasil e 46% dos soros profiláticos e curativos no Brasil. Isso tudo além de ser um importante ponto turístico que está localizado em um parque que serve de recreação e de entretenimento além de cultura geral sobre animais peçonhentos. 

O Instituto Butantã, além de histórico, abriga também um museu de Saúde Pública e um Laboratório de microbiologia, sem falar que ele também abriga o Hospital Vital Brasil, que é um hospital referência no tratamento de acidentes com animais peçonhentos. O que mais chama a atenção não é a biblioteca bem sortida, não é o laboratório, não é o hospital e nem o museu, mas o serpentário, local onde coletam venenos e produzem soros, vacinas e outros fármacos. Não deixa de ser uma instituição pública centenária que além de promover o conhecimento ela produz produtos que beneficiam a todos que necessitarem porque é um importante produtor de medicamentos imunobiológicos que têm impacto na vida pública e grande auxílio nas atividades educacionais. O nome Butantã é de origem indígena e se explica pela falta de vocabulário do indígena para expressar certas circunstâncias. Como na língua guarani não havia como fazer o superlativo dos adjetivos com o sufixo íssimo, eles repetiam o adjetivo para dar ênfase, assim: Se ele quisesse dizer terra duríssima, ele não tinha o sufixo íssimo, então ele repetia da seguinte maneira: terra dura dura. Daí a palavra Butantâ que quer dizer terra dura dura em lugar de duríssima. Mas vamos raciocinar um pouquinho para entender algo complicado. Como pode a ciência usar o veneno de uma cobra, digamos, para combater o veneno da cobra que picou a pessoa? Seria o mesmo que combater o fogo usando o fogo. Mas o veneno é diluído e usado apenas o soro em pequena dose que o organismo suporta e estimula o organismo a produzir anticorpos ao veneno e quando vier uma dose maior, o corpo já estará imunizado e suportará facilmente. Diante disso me vem à mente o verso de Paulo que diz “Deus escolheu as coisas loucas do mundo para confundir os sábios e Deus escolheu as coisas fracas deste mundo para confundir os fortes. Não seria a mesma coisa? Vital Brasil escolheu uma pequena amostra de soro do veneno do réptil para sanar a inserção de grande quantidade de veneno inoculado na mordedura do réptil. Nós ainda temos muito para aprender.

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