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18/03/2019
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20/03/2019

Meditação diária de 19/03/2019 por Flávio Reti – George Washington Walker

19 de março

I Coríntios 10:29  “…Pois, por que há de ser julgada minha liberdade pela consciência de outrem?”

George Washington Walker

Nem pense em George Washington, ex-presidente dos Estados Unidos. Vamos alinhavar os nomes para entendermos melhor de quem estamos falando. Provavelmente você já viu ou já usou uma marca de roupa denominada John Walker. Pois bem, esse John Walker marca de roupas era o pai de George Washington Walker que trabalhava como proprietário de uma loja de tecidos na velha Inglaterra dos anos 1800 e pertencia à família Quaker. O Clã dos Quakers era bem grande e uma dessas famílias fez parte das treze famílias que emigraram para o novo mundo, a América recém descoberta, para integrar as treze colônias que povoaram a América, fazendo parte do que se denominou os Pais peregrinos que vieram desbravar a América. O filho de John Walker, George Washington Walker foi o vigésimo primeiro filho, mas infelizmente perdeu cedo a mãe e foi criado com a avó que era membro da Igreja Presbiteriana, a mesma igreja dos irmãos Wesley, e assim George Walker recebeu uma educação religiosa evangélica. O menino George Walker também se enveredou pelo comércio de tecido, mas foi sendo incentivado por um ministro (James Backhouse Walker), também do clã dos Quakers, e decidiu acompanhar o ministro durante nove anos como missionário na Austrália e nas colônias do Sul da África. Voltando à Inglaterra, George Walker reuniu a família e outras figuras da sociedade londrina e relatou a vida, as necessidades, as condições de vida dos aborígenes e em seguida começou uma campanha de arrecadação para sustentar Escolas, hospitais e um movimento de levantar uma consciência social entre os habitantes das colônias.  Ele próprio estabeleceu uma loja de tecidos e destinou metade de seus ganhos para a distribuição de bíblias, distribuição de folhetos, literatura sobre temperança, nas colônias por onde passara com o missionário. Com o decorrer do tempo ele chegou a criar um banco (Hobart Saving Bank) para ajudar os ex-convertidos a comprar mercadorias a prazo. Cometeu o erro de forçar o fechamento das lojas públicas no domingo e acabou execrado pelos demais comerciantes. Moral da história, George Walker começou tudo muito bem e acabou mal por querer ser consciência para os outros, um erro crasso. Ellen White aconselha a ninguém se permitir ser levado pela cabeça dos outros. “Não é desígnio de Deus que alguma criatura humana submeta a mente e a vontade ao domínio de outra, tornando-se um instrumento passivo em suas mãos. Ninguém deve fundir sua individualidade na de outrem. Não deve considerar nenhum ser humano como fonte de cura. Sua confiança deve estar em Deus. Na dignidade da varonilidade que lhe foi dada pelo Senhor, deve ser por Ele próprio dirigido, e não por nenhuma inteligência humana” (Ciência do Bom Viver, Pag. 242). Aqui entre nós é comum pessoas se entregarem de corpo e alma nas ãos de um pastor, de um apresentador de televisão, de um ídolo da música pop, mas é bom lembrar que nunca devemos submeter nossa individualidade à mente de outrem. Somos únicos diante de Deus e assim devemos viver. Eu sou eu, em mim, e não em outro.

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