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18/01/2019
Meditação diária de 20/01/2019 por Flávio Reti – Euclides da Cunha
20/01/2019

Meditação diária de 19/01/2019 por Flávio Reti – Edgar Allan Poe

19 de janeiro

Jó 14:1  “O homem, nascido da mulher, é de poucos dias e cheio de inquietação”

Edgar Allan Poe

Quem foi esse camarada? Ele nasceu em Boston, em 19 de janeiro de 1809 e faleceu em Baltimore em 7 de outubro de 1849, portanto viveu apenas 40 anos. Mas, no pouco tempo que teve ele foi autor de livros, poeta, editor de jornal e crítico literário. Ele está inserido no movimento chamado romântico lá nos Estados Unidos. Aquilo que escrevia sempre envolvia mistério, alguma coisa macabra. Foi o primeiro a criar contos de ficção policial e colaborou com a ficção científica. Seu objetivo de vida era ganhar o suficiente para viver escrevendo qualquer coisa, logo, sua vida financeira não foi nada fácil. Seu nascimento foi normal como nascem todas as crianças, mas quando ainda jovem perdeu a mãe logo depois que seu pai abandonou a família. Felizmente ele foi acolhido por uma senhora de nome Francis Allan e seu marido John Allan, moradores de Richmond, no Estado da Virgínia, só acolhido, nunca legalmente adotado. Entrou para a faculdade, mas como era mulherengo e beberrão, frequentou apenas um semestre e criou grande desavença com seu pai adotivo e fugiu de casa para se alistar no exército, mas só serviu durante dois anos e foi dispensado, falhando também como soldado. Sua carreira como escritor começou a deslanchar com a publicação de alguns poemas. Passou em seguida a trabalhar com revistas e jornais fazendo crítica literária. Casou-se com uma prima de apenas 13 anos na mesma época em que publicou seu poema The Raven (O corvo) que foi um sucesso, mas sua jovem esposa morreu de tuberculose apenas dois anos depois do sucesso. Allan Poe começou, então, a trabalhar no seu próprio jornal, mas também morreu antes de vê-lo publicado. A causa mortis é atribuída ao álcool que desencadeou várias outras doenças. Suas obras fazem parte da literatura americana e as casas onde morou são hoje usadas como museus da cultura popular.

A essa altura da leitura você deve estar pensando: Que vida, heim? Realmente, que vida! Nesses momentos a gente é levado a pensar que o fato da nossa vida ser de curta duração pode ser uma bênção. Imagine se as pessoas que só sofrem nesta vida tivessem uma vida longa só de sofrimento? Muitas pessoas não conseguem descobrir o objetivo da vida porque vivem a vida inteira mergulhadas no sofrimento e se isso não bastasse elas se imergem nas drogas, na bebida e nos negócios ilícitos acarretando ainda mais sofrimento. Felizmente Deus nos acena com a possibilidade de uma vida eterna pelos méritos de Jesus, quando ele aqui regressar, acontecimento que esperamos para breve. No monumento do soldado constitucionalista, erigido no Parque Ibirapuera, em São Paulo lemos o seguinte: “Viveram pouco para morrer bem, morreram jovens para viver sempre”. Edgar Allan Poe morreu jovem, mas não tenho certeza que foi para viver sempre. O julgamento é de Deus e naquele grande dia vamos saber, porque os registros da vida de cada um é fiel e bem guardado. Um anjo relator se encarrega disso todos os dias.

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