Meditação diária de 17/12/2019 por Flávio Reti – Kaspar Hauser
17/12/2019
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18/12/2019

Meditação diária de 18/12/2019 por Flávio Reti – Adolfo Lutz

18 de dezembro

Isaías 53:11  “Ele verá o fruto do trabalho de sua alma e ficará satisfeito, com o seu conhecimento, o meu servo justo justificará a muitos…”

Adolfo Lutz

Quem visita o obelisco, um monumento Mausoléu do soldado Constitucionalista de 1932, existente no Parque do Ibirapuera, em São Paulo, poderá ler uma frase na fachada dos arcos em homenagem aos quatro estudantes mortos, os chamados MMDC (Mario Martins de Almeida, Euclides Miragaia, Dráuzio Marcondes de Souza e Antônio de Andrade) que ficaram perpetuados como símbolo da resistência na revolução: “Viveram pouco para viver bem, morreram jovens para viver sempre”. Quase dá para dizer o mesmo desse compatriota brasileiro, Adolfo Lutz. Cientista e médico, iniciador da medicina zoológica no Brasil, um dos pioneiros em epidemiologia e honrado pesquisador de doenças infecciosas. Em 2017 teve seu nome homenageado com a descoberta de uma rã que foi denominada “Aplastodiscus lutzorum”. Vindo de uma família dada à medicina, na Suíça, chegaram ao Brasil em plena epidemia de febre amarela ,1850, e aqui nasceram nosso Adolfinho Lutz e mais 9 irmãos. Além da epidemia de febre amarela que encontraram por aqui, em 1855 houve outra epidemia de cólera e a família arrumou as malas e voltou para a Suíça quando Adolfo tinha apenas 2 anos. Depois de estudar na Suíça, na Áustria, na Alemanha, na Inglaterra, na França, onde esteve com Louis Pasteur, Adolfo Lutz voltou ao Brasil em 1881 e humildemente foi trabalhar como clínico geral em Limeira, SP, durante 6 anos. Para continuar suas pesquisas, ele voltou para Hamburgo, Alemanha se especializando em doenças infectocontagiosas. De lá foi para o Hawaí estudar a hanseníase e voltou ao Brasil em 1892 a convite do governador de São Paulo, porque a cidade de Santos sofria uma terrível epidemia de peste bubônica e Adolfo Lutz iria trabalhar com dois médicos conhecidos, Emílio Ribas e Vital Brasil que faziam pesquisas sobre antídotos para picadas de cobra.  Foi Adolfo Lutz quem estudou e confirmou a transmissão da febre amarela pelo mesmo Aedes aegypti e não ficou só nisso. Ele pesquisou várias doenças tropicais do Brasil, como tifo, malária, ancilostomíase, esquistossomose, leishmaniose e para a erradicação de todas ele lutou veementemente. Pouco se fala, mas outra atribuição a Adolfo Lutz foi seu pontapé inicial sobre Entomologia Médica e estudos sobre o poder das plantas, suas propriedades terapêuticas. Como ele foi também zoologista, além de médico, ele estudou e descreveu novas espécies de insetos, um deles recebeu o nome de Anopheles lutzii em sua homenagem, e também anfíbios, daí a rã que foi denominada “Aplastodiscus lutzorum, também fazendo referência ao seu nome. Depois de aposentado ele ainda trabalhou mais 32 anos até sua morte no Rio de Janeiro. Como se pode ver, o homem era muito bem dotado, dedicado, culto, humilde e deixou um legado para a humanidade, maiormente para a população brasileira, que raro se vê nesses dias.

O homem tem que ser de alguma forma útil, porque, se não for, ele passará para a eternidade como um número a mais na multidão dos que já passaram por esta terra. Eu não posso ser mais um, eu preciso ser diferente e acima de tudo devo ser útil ao meu semelhante. Sabe aquela frase “fazer o bem sem olhar a quem”? Se ele estivesse olhando a quem fazer tudo que fez, ele nunca teria feito. Ele ganharia muito mais ficando por lá, na Europa. Mas Deus plantou nele um sentimento grandioso, o de filantropia, atributo de Deus mesmo. É de homens assim que o mundo precisa e é com homens assim que o reino de Deus avança e cresce neste mundo.

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