Meditação diária de 17/06/2020 por Flávio Reti – Helicóptero
17/06/2020
Meditação diária de 19/06/2020 por Flávio Reti – Instituto Butantã
19/06/2020

Meditação diária de 18/06/2020 por Flávio Reti – Hidrômetro

18 de junho

Salmos 139:2  “Tu conheces o meu sentar e o meu levantar, de longe entendes o meu pensamento”

Hidrômetro

Muitos conhecem aquela anedota de um homem fanfarrão que chegou certo dia a uma vendinha da beira da estrada e para burlar com o vendedor pediu um metro de pinga. O vendedor se sentiu ofendido com o pedido atrevido e despejou no balcão uma trilha de um metro de cachaça. Em seguida o fanfarrão acrescentou: Agora, embrulha que é para viagem. A gente ri da piada, mas como é que se mede líquido? Sempre soubemos que líquido se mede em litros e não em metros, mas a água nós recebemos e aceitamos pagar por metros cúbicos. Impossível? Não, porque inventaram um aparelhinho chamado hidrômetro que faz essa medição e nós aceitamos muito bem água vendida por metro, como queria o malandrão com a cachaça. O medidor foi inventado ainda no século VI por uma mulher astrônoma, filósofa e matemática de nome Hipátia e que era chefe da escola platônica de Alexandria, no Egito. Atualmente, com o nome de hidrômetro, ele é vastamente usado em todas as empresas distribuidoras de águas nas cidades, e depois dele vêm as contas de acordo com a quantidade de metros cúbicos utilizados. E não pense que um hidrômetro vai ajudar o consumidor desenvolver a consciência da importância do uso racional da água, nem que vai evitar vazamentos e desperdícios. O que passar por ele, ele mede. Dentro dele há uma espécie de turbina que gera um movimento de rotação e que vai girar um contador que registra conforme a rotação da turbina dando o resultado em metros cúbicos e não em litros. Algumas pessoas se acostumaram a chamar o hidrômetro de relógio da água pela aparência de um relógio digital, mesmo sabendo que não se trata de relógio. E muita gente também já tentou de tudo para burlar o medidor colocando uma garrafa cheia de água em cima do hidrômetro, colando um imã por baixo dele, tirando a torneira depois do hidrômetro e enfiando um arame até a turbina para travá-la, depois recoloca a torneira com o arame dentro do hidrômetro. Não se recomenda fazer nada disso. Colocar imã e garrafa d’agua não acontece nada, mas enfiar arame dentro do hidrômetro pode danificar o mecanismo dele e a companhia vai fatalmente descobrir a fraude, ou a tentativa de fraude, e pode complicar para o consumidor mal intencionado. Aí está o hidrômetro dando o que pensar e que tem muito a ver com o coração do homem! Por que nós sempre temos más intenções no coração? Por que burlar um hidrômetro? Se somos capazes de burlar um hidrômetro, somos capazes de mais coisas e talvez piores. Com muita assertividade disse Deus que o coração do homem é mau continuamente (Gen.6:5) e que ele é capaz de muitas coisas feias, capaz até de cometer atrocidades sem sentir nada na consciência. A preocupação é que eu também sou um dentre os homens, será que no meu coração também não existe alguma má intenção? Por isso disse Davi: “Sonda-me, ó Deus, e conheces o meu coração” (Sal.139:23).

Os comentários estão encerrados.