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18 de maio

Provérbios 4:18  “Mas a vereda dos justos é como a luz da aurora, que vai brilhando mais e mais até ser dia perfeito”

Ferro de passar

Desde o século IV as mulheres já usavam passar as roupas para alisar, nem era para matar possíveis germes ou algum micro animal, porque antes do microscópio ninguém sabia que os germes, bactérias, vírus existiam. Os chineses foram os primeiros a utilizar algo parecido com uma panela cheia de brasas e com um cabo comprido. Foi também tentado fazer a frio, com madeira, vidro e com um pedaço de mármore quando as roupas eram engomadas, porque, se fizessem a quente, o tipo de goma usado amarelava a roupa dando a impressão de suja. O ferro de passar, embora rudimentar, tem suas primeiras citações a partir do século XVII quando o ferro com brasas por dentro passou a ser usado por mais gente. No século XIX, já bem evoluído, o ferro de passar passou a ser aquecido com água quente, a gás, a álcool e só em 1882 o americano Henry W.Seely registrou a patente do ferro de passar elétrico e muito depois, em 1950, surgiu o primeiro ferro de passar a vapor. Apesar do ferro elétrico ter sido uma boa invenção, ele não foi prontamente aceito por muitas mulheres, porque a maioria das casas não dispunha de energia elétrica e o ferro a carvão continuou imperando em muitas casas. Mesmo as casas que tinham energia elétrica, só tinham à noite porque durante o dia as fornecedoras de energia desligavam seus geradores para economizar o combustível. Quando a energia elétrica passou a ser oferecida com maior abundância, o ferro de passar elétrico deslanchou na preferência da mulherada. Antes de 1950 o Brasil não produzia ferros elétricos e os que por aqui existiam eram importados, de maneira que o ferro a carvão durou até 1960 aqui no Brasil. O termostato, aquele componente que permite regular a temperatura e evita queimar as roupas, surgiu em 1924, mas aqui no Brasil só em 1950 os fabricantes começaram a abastecer o mercado com ferros elétricos munidos de termostato e começaram também a oferecer ferros a vapor. Os ferros a carvão, para desgosto das mulheres, sujava muito a roupa quando algum pequeno pedado de carvão escapava e caía na roupa, ou uma fagulha esvoaçava e caindo sobre a roupa deixava um simpático furinho em lugares, às vezes, inconvenientes, além da fumaça irritante pra quem estava passando a roupa. Olhando para o ferro de passar, quantas melhorias ele sofreu para chegar ao que é hoje, um eletrodoméstico limpo, bonito, eficiente e cômodo, além de anatômico, com ranhuras até para evitar os botões da roupa. Quão bom seria se nós, seres humanos criados à imagem de Deus, tivéssemos também uma trajetória de vida ascendente, sempre melhorando no comportamento, na convivência com os demais, na vida espiritual. Talvez seríamos melhores cristãos, mais divinizados ao invés de tão humanizados, pensaríamos mais altruisticamente ao invés de pensar tão raso!

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