Meditação diária de 17/04/2019 por Flávio Reti – Benjamin Franklin
17/04/2019
Meditação diária de 19/04/2019 por Flávio Reti – Albert Hofmann
19/04/2019

Meditação diária de 18/04/2019 por Flávio Reti – Hippolyte Leon Denizard Rivail

18 de abril

Eclesiastes 9:5  “Pois os vivos sabem que hão de morrer, mas os mortos não sabem coisa nenhuma… porque sua memória ficou entregue ao esquecimento”

Hippolyte Leon Denizard Rivail

Não se impressione com esse nome francês e meio estranho, mas é o mesmo homem conhecido pelo pseudônimo de Allan Kardec, o fundador da doutrina do Espiritismo. Ele foi um dos primeiros a chamar de pesquisa científica os fenômenos paranormais, denominados na cultura popular de espiritismo ou de mediunidade. Veja que são assuntos que parecem não se encaixar bem com pesquisa científica, mas segundo ele, é pesquisa científica. Perceba que Allan Kardec não era um João ninguém, ele era professor e advogado e muito afeito à filosofia como ciência. Estudou na Suíça e influenciou, com seus métodos próprios de ensino, a política de educação na Suíça, na França e na Alemanha. Com 14 anos já dava aula particular e criou um curso gratuito para colegas atrasados. Embora fosse nascido na França, ele falava e traduzia perfeitamente o alemão, além de conhecer muito bem inglês e holandês, italiano e espanhol. Sua grande luta de vida era pela democratização do ensino público e por isso ele mantinha em sua própria casa um curso gratuito de química, física e astronomia seguindo sua própria didática. Ele mesmo criou um manual de aritmética que foi seguido pelas escolas públicas da França. Costumava lecionar, além de química, matemática e astronomia, também fisiologia, retórica, anatomia e línguas. Lá um dia ele foi visitar o que se chamavam de mesa grande e lá ele tomou conhecimento da mediunidade e da psicografia, assim ele gostou e passou a frequentar e também se comunicar com “espíritos”. Um dos “espíritos” lhe disse que o conhecia dos tempos da Gália antiga com o nome de Allan Kardec e esse “espírito” passou a orientar seu trabalho e sua vida, assim Hippolyte Leon Denizard Rivail passou a adotar o nome de Allan Kardec e passou a assim assinar suas obras dali para frente, especialmente as obras que tratavam da doutrina Espírita. É dele, dessa época, a famosa obra “O Livro dos Espíritos” que ainda hoje se constitui num marco do nascimento do Espiritismo no mundo e em seguida vem a fundação da sociedade espírita de Paris. Quando Allan Kardec faleceu, vítima de um aneurisma, ele já tinha uma revista Espírita, um jornal de Estudos Psicológicos e 8 milhões de seguidores em 1869. No seu túmulo se encontra a inscrição: “Nascer, morrer, renascer e progredir sem cessar, tal é a lei”. No seu sepultamento um amigo, Camille Flammarion, proferiu o seguinte discurso: “Voltaste a esse mundo donde viemos e colhes o fruto de teus estudos terrestres. Aos nossos pés dorme o teu envoltório, extinguiu-se o teu cérebro, fecharam-se-te os olhos para não mais se abrirem, não mais ouvida será a tua palavra… Sabemos que todos havemos de mergulhar nesse mesmo último sono, de volver a essa mesma inércia, a esse mesmo pó. Mas, não é nesse envoltório que pomos a nossa glória e a nossa esperança. Tomba o corpo, a alma permanece e retorna ao Espaço. Encontrar-nos-emos num mundo melhor e no céu imenso onde usaremos das nossas mais preciosas faculdades, onde continuaremos os estudos para cujo desenvolvimento a Terra é teatro por demais acanhado. (…) Até à vista, meu caro Allan Kardec, até à vista!”

Mas minha bíblia me ensina diferente desse discurso torpe. Ensina que vamos morrer, dormir por um pouco de tempo, e depois ressuscitar, na volta de Jesus, para a vida eterna. Deixe o Allan Kardec que continue tentando se reencarnar, se puder, porque céu mesmo ele não vai ver não!

Os comentários estão encerrados.