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17/02/2020
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19/02/2020

Meditação diária de 18/02/2020 por Flávio Reti – O Bonde

18 de fevereiro

João 3:36  “Quem crê no filho tem a vida eterna, o que, porém, desobedece ao filho não verá a vida”

O Bonde

Os bondes foram, durante um bom tempo, um meio de transporte eficientíssimo dentro das cidades. Incialmente foram puxados, embora sobre trilhos, com cavalos e burros, depois com máquinas a vapor e com o advento de motores de combustão interna estes foram adaptados ao bonde. Mas veio a época da eletricidade e os bondes elétricos brilharam soberanamente. Para a época, quando as ruas ainda eram desertas, não havia carros, os bondes rasgavam as cidades sobre trilhos. Tinham esse inconveniente, não podiam sair dos trilhos. Se ocorresse um acidente, eles parariam porque não era possível contornar, desviar. Cidades como São Paulo, Campinas, Santos dispunham de excelente serviço de bondes para locomover a população. Em 1960 eu me utilizei de bondes em Campinas e em São Paulo. Havia os bondes fechados e os bondes abertos, apelidados de camarão. Outras cidades no mundo também tinham seus serviços de bonde e algumas delas ainda hoje mantém o serviço, mesmo que seja apenas para turismo e para recordação de um tempo que se foi. São Francisco nos Estados Unidos, Toronto no Canadá, Lisboa em Portugal e outras cidades da Europa ainda ostentam um serviço de bonde muito eficiente. Em Brighton, na Inglaterra, há uma linha de bonde ativa até hoje, e pensar que ela foi inaugurada em 1883, portanto, com 137 anos de funcionamento. Rodas de ferro sobre trilhos não apresentavam resistência e os animais venciam com mais facilidade, com isso as diligências atolando as rodas no barro foram aposentadas para sempre. Pela inconveniência de não poder sair dos trilhos, eles foram aposentados e deram lugar aos ônibus, mas ficou a saudade dos mais velhos de um tempo que passou para nunca mais voltar. Semelhante ao que ocorreu com a Maria Fumaça, puxando trens de carga e de passageiros, hoje só pode ser vista nalguma cidade turística como reminiscência do passado. Era símbolo de progresso, de modernidade e hoje símbolo de passadismo, em alguns pátios de manobras formam um monte de ferro velho, ultrapassado e enferrujando impiedosamente. Alguma semelhança com as pessoas? Tudo passa nessa vida, tudo que hoje brilha um dia será passado, tudo que hoje fascina um dia será saudades. Ainda bem que é assim, porque isso nos faz pensar em algo mais duradouro do que tecnologias de bondes e carruagens, de trem de ferro e de máquinas a vapor, e deslocamos nosso pensamento para algo mais consistente para o futuro. Que tal começar a pensar no céu, na possibilidade de viver para sempre, de poder visitar outros mundos, de ver Jesus pessoalmente, de conviver com os anjos na própria presença de Deus. Esse pensamento me faz almejar, aspirar, ter vontade de viver para a glória de Deus. É assim que eu penso, e por falar nisso, como pensa você?

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