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Meditação diária de 17/12/2019 por Flávio Reti – Kaspar Hauser

17 de dezembro

João 1:12  “Mas a todos quantos o receberam, aos que creem no seu nome, deu-lhes o poder de se tornarem filhos de Deus”

Kaspar Hauser

De início, Kaspar Hauser foi uma criança abandonada, mas envolta em grandes mistérios, porque um dia foi encontrada na praça de Nuremberg, na Alemanha, e muita especulação se levantou ligando-a à família real. Segundo se conta, ela havia passado toda sua vida enclausurada em uma masmorra, sem contatos com qualquer ser humano e alimentada apenas com pão e água. Quando foi achado na praça, aparentava ter uns quinze anos de idade e tinha na mão uma carta endereçada a um capitão e na carta explicava parte de sua história e tinha também um livreto de orações. Como a notícia se espalhou e a curiosidade para saber quem seria levou a população a julgar que deveria ser alguém da família real, mantido escondido por alguma razão óbvia e que deveria ser o príncipe herdeiro da família real de Baden. Quando ele foi encontrado, ele não sabia falar, não sabia ler, porque viveu toda sua vida aprisionado, sem contato verbal, e sem contato com o idioma. Possivelmente ele fora roubado desde o berço e precisava ser escondido de alguma maneira. Logo ele foi aprendendo as primeiras palavras e com um pouco de tempo ele já conseguia falar algumas frases curtas, assim como uma criança aprende normalmente. Seu isolamento, do qual foi vítima, o excluiu não só da fala e de um idioma, mas o excluiu também de conceitos sociais, de realidades da vida da qual ele não tinha noção. Inexplicavelmente, Kaspar Hauser não suportava comer carne e nem conseguia beber qualquer bebida que contivesse álcool, logicamente devido à alimentação que tivera na masmorra. Mas ele aprendeu a falar, a ler e a conviver bem com a sociedade à sua volta e a fama percorreu a Europa e ele veio a ser conhecido como o “Filho da Europa”. Desenvolveu bem o lado direito do cérebro e se saía muito bem nas áreas de música. Alguém se propôs a cuidar dele, mas lá um belo dia, com 21 anos, ele apareceu morto assassinado com uma faca no peito. Era quase uma prova concreta de que ele significava um segredo que não poderia ter vindo a público e quando veio deveria ser abafado a qualquer custo. Pior ainda, ele foi morto dentro dos jardins do palácio de Ansbach, mas as circunstâncias e a motivação, a autoria jamais foram esclarecidas. O rei Luís I da Baviera ofereceu o equivalente em moeda de hoje 180.000 euros para ter uma explicação plausível, mas sem sucesso e a origem e a vida de Kaspar Hauser continua um mistério até hoje. Sua vida já virou filme, mais de 400 livros e mais de 2.000 artigos já foram escritos bisbilhotando esse fato. Para alguns, ele foi abandonado na cidade e inventou essa história da masmorra para obter a caridade alheia, mas tudo sobre ele é suposição.

Você faz ideia de quanto transtorno pode ocorrer a uma pessoa que não sabe da sua origem? Se não tem pai, mas tem mãe, ou vice-versa, é possível recuperar sua história e já é possível se situar na vida. Mas se não tem referências, praticamente você não existe, se não tem origem, não tem também existência, afinal, quem é você? Quando dizemos que somos filhos e filhas de Deus, isso nos dá um status elevado de nossa origem, de razão para nossa existência e não teremos de que nos envergonhar diante do mundo, porque temos procedência. Quase como falar em pedigree de animais. Nosso pedigree é um tanto diferente, somos filhos e filhas de Deus, nosso pai, origem de tudo e que explica tudo da nossa vida.

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