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17 de março

Salmos 87:3  “Coisas gloriosas se dizem de ti, ó cidade de Deus!”

O celular

Você se lembra que ontem eu contei que pus um telefone no ouvido com 17 anos e que senti vergonha de usar aquilo perto das pessoas? Eu já estava estudando no Internato, nosso antigo GAC, hoje UNASP campus Hortolândia, e alguém ligou querendo falar comigo. Confesso que fiquei assustado. O diretor mandou me chamar e eu desci à sala dele para atender. Era alguém dizendo que meu pai estava muito doente, mas enquanto eu falava ao telefone, o diretor continuava conversando com outro alguém que já estava na sala, daí o meu embaraço de falar com alguém que estava a mais de 300 quilômetros de distância e eu me sentia como que falando sozinho ou falando com a parede. O aparelho ainda era um pequeno armário preso na parede e acionado com uma manivela para fazer as chamadas. O microfone era fixo, mas o auricular era móvel preso por um fio que você tirava realmente do gancho e punha no ouvido. Qualquer museu tem uma peça semelhante a essa pra quem quiser ver e comprovar. Em 1986 eu estive pela primeira vez nos Estados Unidos e lá eu vi na vitrine um dos primeiros telefones celular. Era alguma coisa semelhante a um rádio com uma antena telescópica de mais de um metro de comprimento e deveria pesar ao redor de um quilo. Era o nascimento do telefone celular e eu fiquei pensando “quando isso vai chegar ao Brasil?”, mas chegou e hoje, segundos dados da ANATEL de Novembro de 2018, existe no Brasil 231.8 milhões de celulares, uma proporção de 1,2 aparelhos para cada habitante. Quem tinha vergonha de falar ao telefone hoje também carrega um celular no bolso e tudo parece que está dentro dele (contatos, previsão do tempo, calculadora, relógio, e-mail, a bíblia, o hinário, álbum de fotos, bússola, e diversos aplicativos do banco, do trânsito, câmara fotográfica, televisão, Rádio FM), tudo em um aparelhinho aparentemente inofensivo. O telefone fixo está desaparecendo, os orelhões das ruas viraram sucatas. Sabe o que é tudo isso? É a vida passando e o tempo correndo celeremente, porque o tempo é cruel, ele leva a todos de roldão sem que percebamos. Contando a minha experiência, parece que foi ontem, mas já se vão quase sessenta anos, meus cabelos já branquearam e me parece que estou queimando uma vela nas duas pontas. A vida é uma oportunidade que temos de nos preparar para a vida futura, aquela vida imortal onde os remidos de Deus alçarão voo incansável para os mundos distantes e estarão em contato com seres celestiais que nunca vimos nem fazemos ideia de quem são, mas sabemos que os veremos se não desfalecermos pelo caminho. Portanto, hoje é dia de renovarmos nosso compromisso com Deus para ter franqueados os portais da cidade santa.

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