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Meditação diária de 17/02/2019 por Flávio Reti – Fernando Paulo Nagle Gabeira

17 de fevereiro

I Timóteo 1:19  “Conservando a fé e uma boa consciência, a qual alguns havendo rejeitado, naufragaram na fé”

Fernando Paulo Nagle Gabeira

Conhecido apenas por Gabeira, ele é hoje um jornalista, escritor e político brasileiro, mas nem sempre ele foi essa pessoa conhecida da televisão no canal Globo News. Nasceu nesta data, 17 de fevereiro de 1941, em Juiz de Fora, e hoje é membro atuante do Partido Verde do qual ele é o membro fundador. Sua principal bandeira é defender questões e posições polêmicas, os chamados tabus sociais, como a profissionalização da prostituição, o casamento homossexual e a descriminalização da maconha. Sua história de vida está marcada pela luta armada contra a ditadura, mas ele não buscava apenas a derrubada da ditadura, ele queria a implantação do Socialismo no Brasil e acabou preso em 1970 já na cidade de São Paulo, mas ele resistiu à prisão tentando fugir e acabou levando alguns tiros da polícia repressora na época e teve o rim, o estômago e o fígado perfurado à bala. Sua saga continuou com sua expulsão do país e exilado na Argélia. Depois perambulou pela Suécia, pelo Chile, e pela Itália. Na Suécia ele fez o curso de Antropologia na Universidade de Estocolmo enquanto trabalhava como condutor de trem do metrô. Com o fim do regime militar, ele voltou ao Brasil onde continua como jornalista e escritor, tendo escrito uma obra importante detalhando a vida no cárcere e o sequestro do embaixador americano Charles Elbrick do qual ele participara. Ele, apesar de tudo, nunca esqueceu sua índole política se candidatando para vários cargos públicos e chegou a ser deputado federal por três mandatos e hoje sua atuação se resume em apoiar o direito das minorias e defesa do meio ambiente.

Meu pensamento, ao descrever resumidamente a vida de Gabeira, se volta para as tantas peripécias pelas quais ele passou simplesmente por perseguir um ideal, por achar que sua intenção era uma das melhores, mas ele se esqueceu de que a consciência de cada um nunca foi um guia seguro, ela pode nos enganar. Há milhões de pessoas no mundo se achando seguramente certas, mas completamente erradas. A consciência de muitos está conspurcada, cauterizada e sem condições de tomar decisões acertadas. Por isso o conselho do apóstolo: “Tende em vós o mesmo sentimento que houve também em Cristo” (Fil.2:5). Se Cristo estiver presente, a vida terá outro sabor e o viver será um eterno sorriso. Pode acreditar! Cumpre-nos viver em incessante comunhão com os princípios da verdade, da justiça e da misericórdia, os mesmos princípios que revelam os atributos de Deus. Nos círculos comerciais, sociais e domésticos, inclusive religiosos, são poucos os que fazem de Cristo a regra do viver diário. Para estes, a justiça se põe de longe e a equidade não pode entrar (Is.59:14,15). Viver é uma arte e viver conforme a vontade de Cristo é uma arte ainda mais elevada, mais sublime.

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