Comentários da Lição 11 (4o Trim/2017) por Membros da Classe do EJC
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Meditação diária de 16/12/2017 por Flávio Reti

16 de dezembro
Dia do Butantã

Mateus 7:9-10   “Ou qual dentre vós é o homem que se seu filho lhe pedir pão, lhe dará uma pedra? Ou se lhe pedir peixe, lhe dará uma cobra?”

O nome Butantã é de origem indígena do Brasil. Como a língua indígena era uma língua muito pobre, eles não tinham como expressar o superlativo, como nós fazemos com o sufixo “íssimo”, então eles repetiam a palavra para indicar intensidade. Veja o exemplo: quero dizer terra muito dura eu digo terra duríssima, mas eles pra dizer isso diziam Bu – tã – tã. A repetição tã, tã dava a ideia de muito, de intensidade. Mas você sabe o que é o Butantã hoje? O Butantã é um Instituto filiado à Universidade de São Paulo que se compõe de um Laboratório seroterápico, isto é, produtor de soro para terapia, e um criatório de cobras. Ali é fabricado o soro antídoto ao veneno de cobras. Os técnicos extraem o veneno das cobras, injetam em cavalos que suportam bem o veneno e produzem anticorpos. Depois retiram o sangue dos cavalos e retiram o plasma do sangue que é tratado e transformado em antídoto contra as mordeduras de cobras. Eu ainda me lembro de pessoas coletando cobras lá no interior de São Paulo, pondo-as numa caixa de madeira e despachando para o Butantã. É que, no início, eles pediam que enviassem cobras para os trabalhos, mas hoje, apesar de ainda receberem cobras pelo correio, eles já têm criadouro próprio.

As cobras é que fazem a história do Butantã e fazem muitas outras histórias. Eu ainda tenho guardado aqui comigo guizos de cascavéis do meu tempo de menino, quando eu matava as cobras que encontrava com pauladas ou com tiros de espingarda. A bíblia tem muitas outras histórias de cobras. Começa lá no jardim do Éden quando satanás se utilizou de uma serpente para falar com Eva e a seduziu ao pecado. Quando Deus chamou Moisés para ir ao Egito e tirar de lá seu povo, ele orientou Moisés para levar com ele o seu cajado, uma vara, um pedaço de pau. Para impressionar Faraó de que era Deus que estava ordenando, Moisés jogou a vara diante de Faraó e esta se transformou em uma cobra. Depois quando Moisés atravessava o deserto com o povo de Israel recém tirado do Egito, apareceram muitas cobras no deserto picando os israelitas. Deus orientou Moisés para fazer uma serpente de bronze, erguer num poste e todos que fossem picados, bastava olhar para aquela serpente, saravam. Jesus, para destacar a dureza dos filhos de Israel dos seus dias, em contraste com a bondade de Deus, lança a pergunta do nosso verso acima: Qual de vós é o homem que se um filho lhe pedir um peixe lhe dará uma cobra? “Assim também vós, que sendo maus, sabeis dar boas dádivas a vossos filhos, quanto mais vosso pai que está nos céus dará boas coisas aos seus filhos que lhe pedirem”?

O livro de proverbios, escrito por Salomão, quando pede para nem olhar para o copo de bebida alcoólica, ele diz que no fim, esse ato ou vício, morderá como a cobra, isto é, tem veneno (Prov.23:29-32).

Jesus pediu aos discípulos para que fossem simples como as pombas, mas prudentes como as serpentes. As cobras, ou as serpentes, têm muitas lições a nos ensinar. A principal delas é aquela característica da qual Jesus nos aconselhou, a prudência. As cobras não ficam se expondo inutilmente entre as pessoas. Ela sempre fica retraída e só ataca quando provocada. Isto é, ela fica no seu lugar. Ela é prudente, ela não se expõe. Trazendo isso para nosso contexto, quantos crentes se expondo livremente diante do mundo. Vivem com um pé na igreja e outro no mundão, falta-lhes a prudência. “O temor do Senhor é o princípio da sabedoria e o conhecimento do Santo é prudência” (Prov.9:10).

A falta de prudência nos leva a fazer escolhas precipitadas, nos leva a casamentos errados, nos leva a despesas sem termos com que pagar, nos leva a hábitos errôneos na alimentação, no trabalho. Nos faz rudes com nossa família, com nossos filhos, a falta de prudência nos afasta das pessoas de melhor juízo que o nosso. Jesus tinha muita razão ao aconselhar seus discípulos a serem prudentes como as serpentes e simples como as pombas. Na pregação do evangelho, toda prudência é necessária para não pôr o carro na frente dos bois, não ferir, não agredir. Que a história do Butantã sirva também para nos ensinar prudência. por meio das cobras que lá existem. Vai visitar, e vai ver que elas estão sempre enroladinhas lá no seu cantinho. Uma boa lição de prudência.

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