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Meditação diária de 17/07/2017 por Flávio Reti
17/07/2017

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16 de julho

Dia do comerciante

Mateus 13:45    “Outrossim, o reino dos céus é semelhante a um comerciante que buscava boas pérolas”

Dia do Empresário do Comércio (dia do Comerciante) teve como base a data de nascimento do economista e político José Maria da Silva Lisboa, o Visconde de Cairu, patrono do Comércio Brasileiro. E daí você pergunta baixinho, sem transparecer: Quem foi esse cara?  Simples, foi um economista, historiador, jurista, publicitário e político muito eficiente na época da Independência do Brasil e a ele se deve muitos créditos por importantes reformas na economia no início do Brasil recém independente. Ele foi um eficiente apoiador de D.Pedro I. Sempre esteve ao redor do poder com a instalação da corte no rio de janeiro e sempre ocupou cargos na Administração pública. Se pela sua influência ou pela sua ajuda, o dia do comércio recai no dia do seu nascimento. Lembra que Portugal proibia a manufatura de produtos aqui na colônia? Lembra que após a Independência D. Pedro abriu os portos para o comércio com o mundo? Então, Visconde de Cairu estava sempre por esse meio costurando as decisões e fazendo o jogo de cintura para a Independência medrar contra a vontade de Portugal. Ele é tido como um comerciante modelo, habilidoso.

Dispensa dizer que um comerciante trabalha com na área do comércio. Ele vai aparecer nas grandes transações comerciais, porque quem compra alguma coisa nalguma loja não é comerciante e nem quem vende alguma coisa nalguma loja.

São os grandes comerciantes que fazem girar a roda do comércio comprando e vendendo, importando e exportando, recebendo e enviando dólares, dando empregos a centenas de pessoas nos portos, nos aeroportos, nos centros de distribuição, nas empresas transportadoras, no carregamento e no descarregamento de grandes navios, e com isso algum lucro sempre vai ficando com a administração pública. Faz parte da logística do abastecimento de bens duráveis e de consumo.

A profissão é antiquíssima. Você vai encontrar os filhos de Jacó vendendo seu irmão José para uma caravana de Ismaelitas que desciam ao Egito comerciar e lá venderam José para ser escravo na casa de Potifar. Você vai encontrar Salomão comprando madeira do rei de Tiro para a construção do Templo do Senhor, e ao mesmo tempo mandando azeite e trigo anualmente. Salomão também comprava cavalos do Egito e vendia para os heteus e para os reis da Síria (I Re.10:28-29). Parece que era um comércio grande e duradouro.

Jesus contou a parábola do comerciante que buscava boas pérolas e ao encontrar uma de grande valor, vendeu tudo quanto tinha e a comprou. A pérola da parábola é o reino do céu, de grande preço, incalculável. Vale a pena se desfazer de tudo mais para possuí-lo. Afinal, o reino do céu é eterno e com nada se compara aqui na terra. Eu sei que você não é comerciante, mas não precisa ser para entender que o reino do céu vale mais que tudo nesta vida, afinal “de que aproveita ao homem ganhar o mundo inteiro e perder a sua vida?” (Mar.8:36). É para se pensar, mesmo não sendo comerciante!

Pior do que ser comerciante fracassado é entregar a vida para o inimigo das almas de graça. Não é como dizem popularmente, “vender a alma para o diabo”, é um pouco mais sutil, porque você não vende, você dá de graça a alma para o diabo. Basta você não dá-la para Deus que o tomador será o diabo. Aqui falamos de comerciante, mas qualquer profissional corre o risco de entregar a alma para o inimigo das almas. A linha divisória é clara, quem não está do lado de Cristo está do lado do inimigo, e cada um decide de que lado vai ficar. Não precisa ser comerciante para entender isso. Que Deus nos ajude a evitar o risco desse comércio mal feito e perdermos o capital maior, a vida.

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