Meditação Diária de 15/05/2017 por Flávio Reti
15/05/2017
Meditação Diária de 17/05/2017 por Flávio Reti
17/05/2017

Meditação Diária de 16/05/2017 por Flávio Reti

Dia do gari

“Somos difamados e exortamos; até o presente somos considerados como o refugo do mundo e como a escória de tudo”  I Coríntios 4:13

A data visa homenagear esses homens responsáveis que mantém as ruas e praias de todas as cidades limpas da sujeira deixada por pessoas irresponsáveis. Esse nome bonitinho de gari não é novo, é que eles eram chamados ofensivamente de lixeiros. Infelizmente, no Brasil, os garis nem sempre recebem o devido respeito e admiração, mas é graças ao trabalho deles que os cidadãos podem estar e ficar num ambiente limpo, numa cidade mais limpa e mais bonita. Os garis lutam contra a falta de educação de muitas pessoas. Esse nome, gari, vem de um francês chamado Pedro Aleixo Gary, o primeiro fundador de uma empresa responsável pela coleta do lixo nas ruas do rio de Janeiro. Seu nome deu nome à profissão. Desse modo, quando os cariocas precisavam de limpar as ruas após a passagens dos cavalos que puxavam os bondes e carroças do porto, eles chamavam os funcionários de Pedro Gary, os garis.

Alguém definiu o profissional da limpeza como “aquele que limpa a sujeira do mundo lançada às ruas pelos imundos”.

Os garis são profissionais que trabalham para o serviço público ou para empresas particulares a fim de recolher o lixo das moradias, dos condomínios, das casas comerciais e das ruas. Não é só recolher lixo que identifica um gari. Eles varrem as ruas, cortam grama das praças, cuidam dos jardins públicos, desentopem os bueiros e por isso tudo eles têm mais do que merecido um dia em sua homenagem

Pense da seguinte maneira: Alguém tem que recolher e tirar o lixo. Se esse alguém for eu, sem dúvida eu vou tirar o lixo sem nenhum constrangimento.

Jesus tinha uma reprovação aos fariseus de seus dias nas seguintes palavras: “Ai de vós, escribas e fariseus, hipócritas! Porque limpais o exterior do copo e do prato, mas por dentro estão cheios de rapina e de intemperança”.  E Jesus continua sua reprovação dizendo: “Fariseu cego, limpa primeiro o interior do copo para que também o exterior se torne limpo” (Mat.23:25, 26).

Os fariseus eram considerados falsos, mentirosos e hipócritas pelo seus próprios concidadãos, patrícios, porque eram extremistas guardadores das leis para ostentar santidade, boa aparência, na sociedade, mas no interior de cada um estavam cheios de pecados e falsidades. Eram sujos, como costumamos dizer.

O lixo pode estar nas ruas e um gari precisa passar para tirá-lo, mas quando o lixo está dentro do nosso coração, quem vai passar para fazer a limpeza? Jesus, óbvio. E você vai agora olhar para Jesus, o gari celestial, com desprezo porque ele se dispõe a tirar o lixo de sua vida, para limpá-lo da impiedade que existe nas avenidas do seu coração, do pecado que entope as galerias de sua alma?

Louvado seja Deus que nos deu Jesus para limpar coração e alma e depois de tudo ainda nos oferecer mansões, um lar limpo de qualquer mal, no seu reino de amor. Se um gari se suja ao realizar seu trabalho, mais sujo sou eu que vivo jogado neste mundo à espera de alguém que tenha misericórdia e efetue em mim uma limpeza digna de um gari celestial. “Nosso lar e os arredores devem ser uma lição prática, ensinando processos de aperfeiçoamento, de maneira que a atividade, o asseio, o bom gosto e o refinamento tomem o lugar da ociosidade, da falta de limpeza, da desordem e do que é grosseiro. Por nossa vida e exemplo, podemos ajudar outros a distinguir o que é repulsivo em seu caráter e ambiente, e com cortesia cristã podemos animar o aperfeiçoamento. Ao manifestarmos interesse neles, encontraremos oportunidade de lhes ensinar a empregar melhor suas energias” (CBV, 196). Se nosso lar e nossos arredores andam sujos, pode desconfiar que nosso caráter não anda lá muito limpo também. Uma boa limpeza faria muito bem em casa, nos arredores, na vida.

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