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Meditação diária de 16/12/2019 por Flávio Reti – Carlos Maria Della Paolera

16 de dezembro

Gênesis 4:17  “Caim edificou uma cidade e lhe deu o nome de seu filho, Enoque”

Carlos Maria Della Paolera

Esse argentino foi o primeiro sul-americano a se graduar numa universidade de Urbanismo, na França, em 1928. Voltando para a Argentina ele criou o Instituto Superior de Urbanismo dentro da Escola de Arquitetura da Universidade de Buenos Aires, mas só em 1946, dezoito anos depois dele formado. Segundo a visão dele, nossas cidades precisam de espaço, de vegetação, de vias carroçáveis decentes, de infra estrutura, de meios de transporte, de áreas de comércio e de gente consciente como habitantes de uma cidade. Para se ter uma ideia de como é complexo o uso do solo na cidade, as autoridades resolveram criar um imposto sobre solo criado. Isto é, os andares de um prédio são solos que vão criando e cada andar é considerado um novo solo criado. Então a área de uma cidade não é apenas o espaço do solo em si, temos os solos criados também. E sabe que tem havido cidades grandes no passado. Jonas foi enviado para pregar em Nínive, capital dos Assírios e, segundo ele, era uma cidade que para percorrer toda ela levaria 3 dias. Babilônia tinha até jardins suspensos, Jerusalém era toda murada. Então, podemos concluir que urbanismo não é alguma coisa nova.

Sem elogiar muito as cidades, vamos ao que Ellen White fala das cidades. “A vida nas cidades é falsa e artificial. A intensa paixão de ganhar dinheiro, o redemoinho da agitação e da corrida aos prazeres, a sede de ostentação, de luxo e extravagância, tudo são forças que, no que respeita à maioria da humanidade, desviam o espírito do verdadeiro desígnio da vida. Abrem a porta para milhares de males. Essas coisas exercem sobre a juventude uma força quase irresistível (Ciência do Bom Viver, p.364). Em todo o mundo, as cidades estão se tornando viveiros de vícios. Por toda parte se vê e ouve o que é mau e encontram-se estimulantes à sensualidade e ao desregramento. Avoluma-se incessantemente a onda da corrupção e do crime. Cada dia oferece um registro de violência: roubos, assassínios, suicídios e crimes inomináveis (Idem, p.363). Mas Cristo mesmo disse que era necessário ir e anunciar o evangelho do reino de Deus noutras cidades também (Luc.4:43). Donde se conclui que alguém tem que estar na cidade para anunciar o evangelho lá também. Em razão de monopólios, sindicatos e greves, as condições da vida nas cidades estão-se tornando cada vez mais difíceis. O ambiente material das cidades constitui muitas vezes um perigo para a saúde. O estar constantemente sujeito ao contato com doenças, o predomínio de ar poluído, água e alimento impuros, as habitações apinhadas, obscuras e insalubres, são alguns dos males a enfrentar.  Não era desígnio de Deus que o povo se aglomerasse nas cidades, se apinhasse em cortiços. Ele pôs, no princípio, nossos primeiros pais entre os belos quadros e sons em que deseja que nos regozijemos ainda hoje. Quanto mais chegarmos a estar em harmonia com o plano original de Deus, mais favorável será nossa posição para assegurar saúde ao corpo, espírito e alma. Com todo cuidado dos engenheiros, e nossos respeito por eles e com o urbanismo, a cidade não é mais um lugar seguro para se viver. A alternativa é procurar um lugar mais calmo e mais junto da natureza. Mas nem todos podem tomar essa decisão, dependem do emprego aqui na cidade. Nossa compensação é saber que um dia moraremos na Nova Jerusalém, no céu, para sempre ao lado de todos os remidos. Eu já começo a ter saudades do céu.

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