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15/07/2020
Meditação diária de 17/07/2020 por Flávio Reti – Dispenser
17/07/2020

Meditação diária de 16/07/2020 por Flávio Reti – Máquina de escrever

16 de julho

I Coríntios 1:29  “Para que nenhum mortal se glorie na presença de Deus”

Máquina de escrever

A primeira máquina rudimentar de escrever mecanicamente atribui-se a Henry Mill, em 1714. Óbvio que as primeiras máquinas de escrever fabricadas eram manuais e só em 1808 um italiano de nome Pellegrino Turri criou o teclado, mas não havia ainda conseguido que escrevesse maiúscula e minúscula, seu teclado só tinha letras maiúscula e para complicar o papel ficava internamente colocado e não permitia que quem estivesse escrevendo visse o que estava saindo no papel. Mas como quase tudo na vida, as máquinas de escrever também experimentaram grande progresso. Inicialmente rústica e mecânica, passou a eletromecânica, depois somente elétrica e finalmente surgiram as eletrônicas com excelentes qualidades de impressão, beirando a impressão das melhores gráficas. A última máquina de escrever foi produzida na Índia por uma indústria de nome Godrej & Boyce que em 2011 só produziram 1.000 peças e por isso resolveram encerrar as atividades definitivamente. Mas grandes nomes e grandes marcas dominaram esse campo da escrita mecanizada como a Remington, que antes fabricava armas e passou a produzir máquinas de escrever, e se instalou no Brasil, no Rio de Janeiro, em 1948. Depois veio a Facit, uma indústria sueca que se instalou em Belo Horizonte, em seguida veio a Olivetti da Itália se instalando em São Paulo e a última a chegar já foi a IBM americana, especializada em máquinas eletrônicas. Todas essas empresas, grandes empresas, entraram em fechamento das portas a partir de 1990 quando começou no mundo a era da computação e as empresas aposentavam as máquinas de escrever para adotar os computadores. A Facit foi a última a desistir do negócio, em 1990, e acabou assumida pelos empregados que também não conseguiram levar avante e tiveram que fechar as portas. Encerrava-se ali uma corrida de sucesso com as máquinas de escrever que hoje são peças de museu. Aquilo que uma vez representou o top do modernismo caiu em desuso para sempre. Hoje, se alguém ainda tem uma dessas máquinas, com certeza ela está jogada em algum canto da garagem ou do quartinho de despejo. Mas, como qualquer um pode concluir, é melhor que as máquinas de escrever desapareçam e que os computadores cresçam, exatamente como disse João Batista, quando seus discípulos anunciaram que Jesus estava ensinando e curando em toda a Galileia, ao que João respondeu: Importa que ele cresça e que eu desapareça (João 3:30). Esse é o comportamento natural de quem considera o outro mais do que a si mesmo, e que deveria ser próprio de todo cristão convicto. Nunca deveria haver aquele sentimento de superioridade doentio com ganas de se sobrepor ao outro. “Adiante da honra vai a humildade” (Prov.15:33).

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