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16 de julho

Apocalipse 14:13  “…Bem aventurado os mortos que desde agora morrem no Senhor”

Elizeth Moreira Cardoso

Elizeth foi uma das grandes cantoras brasileiras e muito talentosa, admirada pelo público e defendida pela crítica nacional. Seu cognome, pelo qual ela atendia, era “A Divina”. Guarde bem esse nome que vai dar margem para muito comentário. Nasceu num subúrbio denominado “da Mangueira”, no Rio de Janeiro, onde muitas vezes era conduzida pelo próprio pai para se apresentar nas festinhas do bairro onde cantava músicas de grandes cantores como Vicente Celestino. Seu pai era quem acompanhava com um violão. A mãe também gostava de cantar e frequentar as rodas de samba e festivais de música que surgiam na cidade. Mas a vida não sorria para a família e Elizeth desde pequena, além de não poder frequentar a escola além do curso primário, teve que trabalhar para ajudar a família que era pobre e chegou a passar necessidades. Aos dez anos ela já trabalhava como balconista, depois empregada de uma fábrica de sabão e chegou a ser cabeleireira. Sua vida começa a dar meia volta aos 16 anos, na sua festinha de aniversário, porque seu pai convidou para a festa seus amigos que também eram músicos e entre eles estavam Pixinguinha, Dilermando Reis, Jacob do Bandolim e quando ela cantou na festa, impressionou os ouvintes com sua voz e ali mesmo ela foi convidada para fazer um teste na Rádio Guanabara. Para assombro da família, Elizeth se apresentou no dia seguinte e foi bem no teste, deixando para trás outras candidatas e foi aí que sua carreira começou a se expandir. Com seu primeiro disco gravado já começou entrar dinheiro e a família já começou a viver melhor, mas seu pai tinha certa preocupação com a exposição da filha. Aconteceu que Elizeth era pertinaz e insistiu mesmo contra a vontade de seu pai e continuou se apresentando em programas ao lado de grandes interpretes (Araci de Almeida, Moreira da Silva, Noel Rosa, Marília Batista) quando foi contratada e nunca mais parou de cantar e de gravar. Numa fase de sua vida, depois de dois casamentos malogrados, ela aprendeu a dirigir e foi ser motorista de taxi fazendo ponto na frente de boates, para levar para casa, nas madrugadas, os bêbados e quem não tinha carro. Isso ela fazia quando não tinha compromissos de shows e continuou com essa vida durante dez anos até ter dinheiro para comprar a sonhada casa própria. Com o decorrer do tempo Elizeth que foi casada e separada diversas vezes, viu seus filhos crescerem, vivia feliz morando sozinha. Namorou atores, cantores e compositores e vivia sempre alinhada com a música. Viajou pelo mundo cantando, inclusive no Japão, onde voltou várias vezes.  Numa dessas idas ao Japão ela foi encontrada desmaiada no quarto do hotel e ao ser socorrida os médicos diagnosticaram um câncer no estômago. Foi operada e assim que pôde voltou ao Brasil para se tratar melhor, mas a despeito do tratamento e dos medicamentos a doença voltou, o tumor aumentou e se espalhou. Mesmo assim, amparada por amigos ela subia aos palcos para cantar e muitas vezes não conseguia chegar ao final do espetáculo. Até que um dia, em 1990, ela sucumbiu. De Divina nada sobrou.

Lendo resumidamente sobre Elizeth, podemos concluir que essa vida é mesmo ingrata. O que esperar dela? Nada! Nossa única esperança deve mesmo estar na promessa de Jesus de voltar e de nos levar para viver no céu e eternamente. Vamos fazer esforços para estar lá, afinal, o céu é o nosso sonho.

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