Meditação diária de 15/04/2019 por Flávio Reti – Emad El-Din Mohamed Abdel Moneim Fayed
15/04/2019
Meditação diária de 17/04/2019 por Flávio Reti – Benjamin Franklin
17/04/2019

Meditação diária de 16/04/2019 por Flávio Reti – Martinus Luder

16 de abril

João 17:17  “Santifica-os na verdade, a tua palavra é a verdade”

Martinus Luder

Como se trata de um alemão, seu nome foi adaptado ao Português para Martinho Lutero e cuja história quase todo adventista conhece pormenorizada. Era um monge, professor de teologia que se impôs como um vulto central da Reforma Protestante contra dogmas da Igreja católica. Sua luta era protestar contra a doutrina de que o perdão de Deus poderia ser comprado, através das indulgências vendidas ao povo, o que virou um forte comércio no seio da Igreja Católica na Alemanha. Martinho Lutero enfrentou na cara o grande vendedor das indulgências, Johann Tetzel, enviado do papa Leão X e do Imperador Carlos V. Para ser mais enfático, Martinho Lutero afixou na porta do castelo de Wittenberg 95 teses explicando o motivo por que não se afinava com as imposições de Roma. Seu argumento era a Epístola de Paulo aos Romanos onde o apóstolo Paulo deixou claro que o justo viverá pela fé e que a salvação é pela graça mediante a fé e não por obras sujas pelas mãos pecadoras dos homens. Seu modo de ensinar teologia desafiava a frequente imposição de que o papa era infalível e que era o representante de Deus na terra, o dono da verdade, e sua fonte de conhecimento, as escrituras, que ele dizia solla Scriptura, era a fonte confiável de conhecimento da verdade única que Deus havia revelado. Nos seus dias as escrituras eram veladas e guardadas acorrentadas nos mosteiros, longe da população comum que não tinha acesso a elas. Com a sua pregação, o conhecimento das escrituras se alastrou e a divisão entre católicos e protestantes se intensificou e os que se alinharam com Lutero acabaram sendo chamados de Luteranos. Como monge, Martinho visitou Roma e vendo lá a pompa, a glória e a opulência do Vaticano, voltou decepcionado. Lá ele entendeu para onde ia o dinheiro arrecadado com as indulgências, para a reforma da basílica de São Pedro. Suas teses afixadas na porta do castelo de Wittenberg foram copiadas e traduzidas para o alemão, porque Lutero havia escrito em Latim, e dentro de duas semanas se espalharam pela Alemanha e em dois meses em toda a Europa. Resumindo, Lutero foi banido do sacerdócio, considerado um bêbado, um herege e um apóstata e passou a ser perseguido pela dominação de Roma. Hoje, se existem igrejas evangélicas, graças aos esforços de Lutero em fazer sobressair a verdade acima dos erros e dogmas da apostasia. Se hoje somos chamados de protestantes, devemos sentir nisso uma honra de junto com Lutero protestar contra o engano que durante séculos, a famosa idade escura, ou idade média, manteve o povo na ignorância, especialmente a ignorância das escrituras sagradas. Se hoje temos uma bíblia nas mãos, devemos a Lutero, o herói que ousou levantar a bandeira do conhecimento e torná-la conhecida de todos. Enquanto o catolicismo apelava à tradição, aos costumes ou ao papa, Lutero os enfrentava com a bíblia e somente a bíblia. Nela estavam todos os argumentos que ninguém conseguia contrapor ou rebater, menos ainda discutir. Lutero soube se conduzir diante de uma obra grandiosa de enfrentar o erro com a luz da verdade sem cair presa da fúria cega dos dignatários de Roma. Deus tinha uma obra para ele e provavelmente tem para nós também.

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