Meditação de Pôr do Sol 15/03/2019 por Arlindo Silva Carlos Mangangui
15/03/2019
Meditação diária de 17/03/2019 por Flávio Reti – Jetsun Jamphel Ngawang Lobsang Yeshe Tenzin Gyatso
17/03/2019

Meditação diária de 16/03/2019 por Flávio Reti – Zélia Cardoso de Melo

16 de março

Provérbios 14:1  “Toda mulher sábia edifica sua casa; a insensata derruba-a com as mãos”

Zélia Cardoso de Melo

Quando se fala em economia, dizem, a pessoa mais indicada que sabe fazer economia é a mulher. É ela que vai à feira, que paga, que controla as finanças da família. O problema é que economia não é só no lar, economia abrange tudo em todos os aspectos da vida e em todos países, especialmente nos países capitalistas onde a falta de recursos é cruel com os menos afortunados. E aí está, uma mulher economista fora do lar, foi ministra da Fazenda no governo de Fernando Collor que por coincidência também era de Mello, aliás eram primos. Zélia, formada pela USP de São Paulo, segundo consta, foi a única mulher até hoje a ocupar o cargo de ministra da Fazenda no Brasil. Zélia foi a mentora, a intelectual que desenvolveu o plano Collor na década de 70. Com ela, o Brasil conheceu uma fase nunca vista com mudanças revolucionárias, a abertura da economia para as importações no intuito de modernizar o parque industrial brasileiro, trazendo novas tecnologias, a privatização de prédios e serviços públicos que consumiam as finanças do governo. Seu alvo principal era reduzir a dívida do governo e segurar a inflação que o governo anterior deixou galopar. Eventualmente, Zélia se casou com o comediante Chico Anysio, com quem teve dois filhos, mas em seguida se separaram.  No plano de estabilização de Zélia estava o confisco dos ativos financeiros de empresas e de particulares e, com isso, ela passou a ser odiada e granjeou uma enorme antipatia popular. Mas ela não fez só coisas ruins, ela fez muita coisa boa também. Reduziu alíquotas de importação que incentivou a competição, reduziu a hiperinflação que reinava, conseguiu superávits em três anos consecutivos.  Ela também foi autora de vários artigos publicados em revistas e jornais. Hoje ela ainda trabalha prestando serviços de assessoria e mora em Nova York. Ela era prima de Collor, mas era também prima de um juiz de Direito na cidade de Queluz, cujo nome é Jesuíno Ubaldo Cardoso de Melo que casualmente ficou muito conhecido na mídia brasileira, porque seu filho acabou preso pela Polícia Federal quando pilotava um pequeno avião abarrotado de drogas na fronteira com a Colômbia.

A bíblia tem uma pergunta que se adapta bem à trajetória de Zélia Cardoso de Melo: “Mulher virtuosa, quem a pode achar? Pois o seu valor muito excede ao de joias preciosas” (Prov.31:10). É difícil achar uma mulher virtuosa? Pode ser, mas as mulheres cristãs ainda têm muito a oferecer para o bem das famílias, dos filhos e também da economia doméstica. O adjetivo cristã faz toda a diferença entre as mulheres. ” A mulher cristã é uma mulher gentil. Em seus lábios está sempre a lei da bondade. Ela não profere palavras ríspidas. O falar palavras de bondade quando estais irritadas levará o brilho do Sol para dentro de vosso coração e tornará o vosso caminho mais suave. Uma jovem escolar, quando convidada a definir mansidão, respondeu: “Pessoa mansa é aquela que respondeu com brandura a uma pergunta áspera.” Cristo disse: “Bem-aventurados os mansos, porque eles herdarão a Terra.” Mat. 5:5. Serão súditos aptos para o reino do Céu, pois estão dispostos a ser ensinados (Beneficência Social, Pág. 153).

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