UNASP retorna para visitar igreja aberta em Impacto Esperança
14/11/2017
Vigília – As vésperas do fim
15/11/2017

Meditação diária de 15/11/2017 por Flávio Reti

15 de novembro
Dia da proclamação da República

Jó 34:17   “Acaso quem odeia o direito governará?…”

Nosso Brasil já teve vários sistemas de governo. Começou com a situação de vassalo de Portugal, num regime de colonialismo. Conseguiu em 1822 se libertar e implantar o imperialismo que durou apenas 67 anos. Em 1880 conseguiu mudar para o sistema republicano que dura até hoje, depois de passar por um hiato de 21 anos durante a intervenção militar em 1964 até 1975.

A proclamação da república no Brasil se deu numa situação de crise porque o governo de Dom Pedro II estava combalido e dando sintomas de falência múltipla. Dom Pedro começou interferindo nos assuntos da igreja dominante criando descontentamento e retirada de apoio. Os integrantes do exército criticavam abertamente a corrupção na corte e a proibição de poder se manifestar na imprensa sem autorização do ministro da guerra. Os proprietários rurais, cafeicultores na maioria, detinham o poder econômico e queriam mais poder político. A classe média formada por funcionários públicos, jornalistas, comerciantes estava crescendo nas grandes cidades e pretendiam maior participação nas decisões políticas. Dom Pedro ia se afastando lentamente das decisões políticas porque se encontrava doente. O Marechal Deodoro da Fonseca se aproveitou da situação e com o apoio dos republicanos demitiu o conselho de ministros e no mesmo dia assinou um manifesto proclamando a república no Brasil. Próximo ato foi instalar um governo provisório e marcar eleições diretas. Três dias depois, Dom Pedro II embarcava para Portugal com a família imperial para nunca mais ver o Brasil. Assim começou a República no nosso país.

O assunto é o sistema de governo e nós podemos olhar para o governo de várias maneiras. Podemos ver o governo incapaz de segurar as rédeas da sociedade e esta vive como animais no pasto, livre e sem rédeas. Há aquele governo que exerce o poder arbitrário, é ele que não segue regras, no seu comportamento ensina o povo a ser tão arbitrário quanto ele e a sociedade mergulha cada vez mais em dificuldades. E o que dizer daqueles governos que estão sempre em guerra contra o governo de Deus? Sabemos que há governantes que não reconhecem a existência de um Deus que governa o universo e com isso dão rédeas soltas à licenciosidade, aos crimes, à miséria, exatamente porque não admitem um Deus soberano que está no céu.

Mas o pior tipo de governo não está nas autoridades constituídas, sejam elas em qualquer nível, local, estadual ou federal, o pior tipo de governo está em nós. Temos nossa vida e a condução de nossa família para governar e como fazemos isso é o problema. Há pais que não governam a si mesmos e querem impor regras de ferro à família. A esposa sofre, os filhos sofrem pela arbitrariedade de um pai sem governo de si mesmo. Pais que se acham em guerra contra o governo de Deus não conseguem ter uma família bem estruturada. Mas, e o governo próprio, do eu? Eu tenho nas minhas mãos o dom de governar minha vida, é o livre arbítrio dado por Deus no início da criação e como estou eu exercendo esse privilégio de me governar? Enquanto Deus governa o universo, nossa vida é um pequeno mundo que cabe a nós governa-lo e como vamos fazê-lo é o que importa. O governo de Deus é baseado no amor, na tolerância, na boa intenção de fazer o bem aos seus filhos e de um dia salvá-los para a eternidade. O nosso governo é viver a vida, agora, de que modo e baseado em que princípio? Se o nosso princípio for o mesmo de Deus, estamos no caminho certo, mas se por alguma razão nosso governo se afasta dos princípios de Deus, é líquido e certo que não vamos chegar lá no objetivo de Deus. Vamos nos perder pelo caminho e possivelmente pôr a perder nossos familiares que estão conosco.

O assunto de governo é muito sério quando se trata do governo de si mesmo, porque nossa tendência é governar os outros e nunca a nós mesmos. Há aqueles que mesmo solteiros não conseguem se governar e para piorar constituem família pondo outros inocentes a se perderem. Salomão estava cheio de razões ao escrever no livro de Provérbios que “Melhor é o longânimo do que o valente, e o que domina seu espírito melhor do que quem domina uma cidade” (Prov.16:32). O domínio de si mesmo deve ser nossa preocupação para hoje. Estou eu governando bem minha vida ou estou sendo governado por um alguém perverso que sempre atrapalha a condução da vida segundo os desígnios de Deus?

Os comentários estão encerrados.