Meditação diária de 14/12/2019 por Flávio Reti – Roald Engelbregt Gravning Amundsen
14/12/2019
Meditação diária de 16/12/2019 por Flávio Reti – Carlos Maria Della Paolera
16/12/2019

Meditação diária de 15/12/2019 por Flávio Reti – Charles Taze Russell

15 de dezembro

Isaías 8:20  “…se eles não falarem segundo esta palavra, nunca lhes raiará a alva”

Charles Taze Russell

Quando você começa a ler sobre esse indivíduo, a primeira informação é que ele foi um fervoroso estudante da bíblia e ministro cristão. Organizou grupos de estudo da bíblia, uma Associação internacional de “Estudantes da Bíblia”. Em 1931 esse grupo chamado Estudantes da Bíblia passou a ser chamado de Testemunhas de Jeová e assim é até hoje. Em 1881 ele criou a Sociedade Torre de Vigia que é a forma jurídica da denominação Testemunhas de Jeová. Lógico, Charles Taze Russel se tornou seu primeiro presidente. Sua família, inicialmente era presbiteriana de origem escocesa e irlandesa. Seu pai tinha um comércio forte de tecidos e de roupas masculinas e o menino Charles Russel trabalhava com o pai como um sócio dele. Com a morte do pai, Russel tocou sozinho os empreendimentos e expandiu a rede de lojas fazendo uma enorme fortuna, mas nunca perdeu a influência do pai e mantendo fortes inclinações religiosas. Ele continuou estudante da bíblia, mas começou a questionar certas doutrinas religiosas normalmente aceitas pela população geral, especialmente a doutrina do inferno e da predestinação. Seu argumento era: Se Deus criou o ser humano e de antemão já predestinou para ser eternamente atormentado no inferno, Deus não poderia ser sábio, nem justo e menos ainda amoroso. Em 1869, seis anos após a legalização da Igreja Adventista, ele assistiu a algumas reuniões sobre o adventismo e concluiu que estava vivendo perto do fim. Mas ele não se tornou adventista, pelo contrário, formou um novo grupo de estudo da bíblia que evoluiu até se tornar forte. Leia o que escreveu um afilhado de Russell: “Para avaliar se seu proceder se harmonizava com as Escrituras Sagradas, também para demonstrar sua própria sinceridade, ele decidiu testar a aprovação do Senhor conforme se segue: (1) devotar sua vida à causa; (2) investir sua fortuna na disseminação da obra; (3) proibir coletas em todas as reuniões; (4) depender de contribuições não solicitadas (inteiramente voluntárias) para dar continuidade à obra depois de esgotada sua fortuna”.  Ele conta na sua auto biografia o encontro com os adventistas para ver se eles tinham algo mais sensato para oferecer do que as outras religiões e cita o nome do pr. Jonas Wendell, seguidor de Müller, e se diz endividado aos adventistas. Ele afirmou que o que ouviu foi suficiente claro para restaurar sua fé abalada na inspiração da bíblia. Nos seus estudos e nas suas publicações, ele chamava atenção para o ano 1914 como significativo para as profecias. Não sabia o que seria, mas afirmava que não seria a queima da terra nem o desaparecimento da vida na terra. Como nada aconteceu, ele assumiu que era um ponto que marcava a chamada parousia (vinda em grego), a vinda invisível de Cristo antes do Armagedom. Assim é que as “testemunhas de Jeová” pregam que Cristo já veio, já está entre nós e podemos vê-lo pelo olho da fé. Como ele tinha dinheiro, ele percorreu vários países disseminando “sua” verdade. Ele entrou em muitos choques pessoais com seus adeptos, acusado de golpista, de dinheirista na venda de seus livros, a quem ele acusava de “guiados por satanás contra um ministro do evangelho”. Não suportando-o a esposa se separou dele e no julgamento ela afirmou que ele mantinha um relacionamento com a empregada, uma tal Rose Ball.

Curioso, quem se propunha a questionar doutrinas ante bíblicas, conclui com outra doutrina também ante bíblica. Se a predestinação estava errada, a vinda de Cristo invisível também está. Apoc. 1:7 afirma que Cristo vem com as nuvens e todo olho o verá. Assim lemos e assim entendemos.

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