Meditação diária de 14/10/2020 por Flávio Reti – Tampas
14/10/2020
Meditação diária de 16/10/2020 por Flávio Reti – Teclado Sintetizador
16/10/2020

Meditação diária de 15/10/2020 por Flávio Reti – Tear

15 de outubro

Provérbios 4:18  “Mas a vereda do justo é como a luz da aurora, que vai brilhando mais e mais até ser dia perfeito”

Tear

Você consegue imaginar a dificuldade que deveria ser para as mulheres fazer uma simples peça de roupa, digamos uma blusa, num tempo em que tudo era feito à mão? Ela deveria colher o algodão, ou o linho, fazer primeiramente o fio e depois tecer o pano para só depois ainda fazer a roupa. Lembrando ainda que ela não dispunha de uma agulha e por isso deveria usar algum espinho de plantas, não dispunha de uma tesoura, de botões. Era tudo muito precário e as mulheres deveriam ter muita dificuldade e certamente tinham. O tear para fazer o pano só foi aparecer em 1785, era mecânico e movimentado com os pés, feito por Edmund Cartwrith, um inventor Inglês. Ele não era comerciante e por isso perdeu a chance de dar publicidade ao seu invento de sorte que ficou parado no tempo. Em 1804, Joseph Marie Jacquard incrementou o tear com possibilidade de fazer pano com desenhos, automatizou com roda d’agua, com animais girando a roda. Ele era filho de tecelão e certamente conhecia todos os detalhes da tecelagem e quando menino sua tarefa era abastecer a máquina com novelos coloridos para fazer desenhos no pano sem precisar pintar depois de pronto, porque o fio já era colorido. Logo depois surgiram os teares movimentados com máquinas estacionárias a vapor. Mas a lançadeira ainda era manual e alguém tinha que manipular a lançadeira pra lá e pra cá a cada trançada do tear. Hoje quando você entra em uma loja de armarinhos e vê a diversidade de panos e qualidades diferentes, com fios de algodão, de linho, de cânhamo, de seda, de fios sintéticos nem parece que tudo aquilo passou por um tear moderno e nem lhe passa pela cabeça que o tear sofreu uma evolução lenta e progressiva até chegar no que é. Hoje os teares são praticamente automáticos e fazem tudo sozinhos tecendo a uma velocidade incrível e se um único fio se partir, o tear inteiro para automaticamente. Tear hoje não é mais um cavalete na frente do tecelão e ele jogando a lançadeira pra lá e pra cá, mas algo parecido com um vagão do metrô, enorme e que tece panos com mais de 3 metros de largura. Assim, a roupa que você veste hoje vem de uma evolução do tear feita com panos perfeitos e sem defeito algum. Esse crescimento na qualidade da máquina, do tecido, me leva a pensar no crescimento do cristão. Ele deve ter começado lendo alguns versos bíblicos e depois estudou mais até ser um colaborador na igreja, na comunidade, porque assim é que se cresce espiritualmente. O caminho é longo e precisamos crescer rumo à perfeição, à santidade e se não alcançarmos, Jesus completa o incompleto que existe em nós.

Os comentários estão encerrados.