Culto de Oração (14/08/2019 às 20h00)
14/08/2019
Meditação diária de 16/08/2019 por Flávio Reti – John Stith Pemberton
16/08/2019

Meditação diária de 15/08/2019 por Flávio Reti – Joaquim Rolla

15 de agosto

Marcos 8:36  “Pois que aproveita ao homem ganhar o mundo inteiro e perder a sua vida?”

Joaquim Rolla

Consegue pensar em um tropeiro que se transformou em um grande empreendedor no ramo de jogos, turismo e hotéis? Então, Joaquim Rolla, mineiro, que estudou apenas até o ensino básico, o antigo primário, mas como já nasceu com tino empreendedor, ele começou vendendo gasosa de abacaxi aos imigrantes alemães que haviam se mudado para sua região, São Domingos da Prata. Como ele era sobrinho de um político local, um tal coronel Francisco Leôncio Rolla, este lhe deu de presente um tropa de burros para levar e vender fora o que a região produzia e para trazer o que não havia ali, mercadorias diferentes das locais. Acabou virando um grande tropeiro, aumentou a tropa e aumentou o comércio de mercadorias de todo tipo. Ficou rico e em seguida ficou novamente pobre, porque se viciou no jogo de cartas e perdia e ganhava, mas acabou perdendo tudo. Pra se safar dessa situação, ele passou a prestar serviço para o governo através de contratos construindo estradas no interior de Minas Gerais. Desistiu e abriu com seu irmão uma loja de meias, o MUNDO DAS MEIAS, que ainda existe em Belo Horizonte com o nome de Casa Rolla. Tentou em seguida criar um jornal. Se meteu a apoiar Getúlio Vargas na Revolução Constitucionalista e acabou preso por um bom período. Como promotor de política ele visitou o Rio de Janeiro várias vezes e seu interesse estava agora nos cassinos, especialmente o Cassino da Urca. Um dia, jogando com outros políticos disse a eles que tinha interesse em comprar aquele cassino. Meio duvidando, porque a proposta vinha de um jovem de 30 anos, eles resolveram fazer com ele uma sociedade, exatamente porque um cassino seria um excelente negócio para esconder (ou lavar) dinheiro. A compra do cassino deu certo e ele logo abriu outro em BH, o cassino de Icaraí, na Pampulha. Agregou também estâncias minerais de Araxá, de Poços de Caldas, de Lambari. Os cassinos precisavam de publicidade com artistas e ele passou a contratar artistas e já pulou para a criação de uma agência publicitária aproveitando que os artistas que cantavam nos cassinos podiam cantar também nas emissoras de rádio. Em1941 ele comprou o cassino Quitandinha, em Petrópolis, mas o jogo passou a ser proibido no Brasil pelo presidente, então presidente Eurico Gaspar Dutra, e ele transformou o cassino em hotel, o Hotel Quitandinha. Em 2008 o SESC Rio comprou e restaurou o Hotel Quitandinha e atualmente controla a visitação do que foi um monumento do Rio de Janeiro. Rolla também construiu em BH o edifício JK, com projeto de Oscar Niemayer, com 1086 apartamentos e que abriga hoje mais de 5.000 moradores. Em 1972 Joaquim Rolla se foi para a eternidade e está sepultado em Ipanema. Curioso que ele morreu em seu apartamento logo depois de terminar uma partida de jogo de peteca em família.

Note que o homem Joaquim Rolla cresceu rápido e foi grande empreendedor acima da crítica. Mas, sempre existe um mas, tudo passa nesta vida e a vida dele serve para nos alertar que nós também estamos passando, a fila está andando, logo pode chegar a nossa vez e o que vamos deixar para a posteridade? Bens materiais? Um nome? Um caráter que poderá ser imitado? Oxalá, quando morrermos alguém tenha a coragem de dizer: “Que pena!”

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