Meditação diária de 14/03/2020 por Flávio Reti – Catéter
14/03/2020
Meditação diária de 16/03/2020 por Flávio Reti – CD Player
16/03/2020

Meditação diária de 15/03/2020 por Flávio Reti – Cavadeira

15 de março

I Coríntios 6:20  “Porque fostes comprados por preço, glorificai, pois, a Deus no vosso corpo”

Cavadeira

Pela lógica, qualquer objeto usado para cavar o solo pode ser chamado de cavadeira e de fato assim é. Mas cavadeira é uma ferramenta formada de duas metades iguais, articulada, de uso manual e usada somente para fazer buracos no solo, não tem outra utilidade. Como o nome deixa margem para se entender outra coisa, nós temos as máquinas, tratores melhor dizendo, munidos de um braço articulado tendo na extremidade uma pá também articulada que serve para cavar e recebem o nome de retro escavadeira e própria para escavar valas nos serviços de saneamento público. O que a maioria de nós conhecemos por cavadeira ou escavadeira, uma designação genérica de vários tipos de máquinas de escavar, revolver o solo, remover a terra, retirar ou amontoar aterros, nem é aquela ferramenta manual dos trabalhadores rurais, mas as máquinas mais modernas que alguns até chamam de pá carregadeira, ou pá mecânica. É difícil de acreditar, mas já houve pessoa com o nome (ou apelido) de escavadeira. Foi na cidade de Muzambinho, um jogador de futebol de nome Sergio Américo Montanari, mais conhecido como O Escavadeira, porque só tinha dois dentes caninos na boca. Era bom jogador, teve oportunidades de jogar em grandes clubes, mas nunca quis deixar sua cidade natal e por causa disso passou despercebido do grande público aficionado com futebol. Se procurarmos no mercado exclusivo de equipamentos para mineração vamos encontrar vários tipos de escavadeiras, algumas com cabos de aço que se enrolam para levantar o braço mecânico, outras com sistema hidráulico, algumas elétricas outras com motores a diesel, algumas pequenas e outras enormes, mas todas com uma única finalidade, cavar a terra. Parece coisa tola pensar em cavadeira como uma das grandes invenções que mudaram o mundo, mas pense se o homem tivesse que abrir no braço, com uma cavadeira manual, as grandes remoções de terra para construção de aterros, para abertura de calhas por onde passam as estradas e as ferrovias, seria um atraso incalculável. Felizmente a vida é dinâmica, a invencionice humana não reconhece limites e assim a vida vai se transformando dia a dia e nós que só vemos o que já está pronto não temos noção do que custou chegar até aqui. Este quesito, o de não levar em conta o trabalho dos outros, nos impede de avaliar o custo da vida e semelhantemente, muitos de nós cristãos, não temos ideia do que custou o sacrifício de Jesus na cruz. Porque não vivemos nos seus dias, não compreendemos o custo e por isso mesmo sub avaliamos o preço pago. Precisamos alargar nossos horizontes para ter noção do que custou e do que significamos aos olhos de Deus.

 

Os comentários estão encerrados.