Meditação diária de 14/02/2019 por Flávio Reti – James Bond
14/02/2019
Comentários da Lição 7 (1o Trim/2019) por Classe 3
15/02/2019

Meditação diária de 15/02/2019 por Flávio Reti – Manuel Ferraz de Campos Sales

15 de fevereiro

Mateus 5:9  “Bem aventurado os pacificadores, porque eles serão chamados filhos de Deus”

Manuel Ferraz de Campos Sales

Se você já circulou pelo centro da cidade de Campinas, por certo já passou pela rua que leva seu nome, Av. Campos Sales. Não é para menos, porque ele foi um cidadão campineiro, nascido dia 15 de fevereiro de 1841, aqui Campinas, pertinho de nós. Formou-se advogado e ingressando na política chegou a ser o terceiro governador do Estado de São Paulo e o quarto presidente da República do Brasil. Seu nome ficou gravado na história do Brasil por ter resolvido um problema litigioso sobre demarcação de terras entre a França, com a Guiana Francesa, e o Estado brasileiro do Amapá. O acordo pacífico determinou que a fronteira entre os dois países fosse o Rio Oiapoque e assim é até hoje. Nesse acordo o Brasil pegou de volta 260 mil quilômetros quadrados de terras que foram invadidas pelos franceses e cuja disputa já vinha se arrastando durante quase dois séculos. Atualmente seu nome é emprestado e homenageado nas cidades de Campos Sales no Ceará, em Salesópolis no Estado do Rio de Janeiro e em Roca Sales no Rio Grande do Sul, além de dar nome a importante avenida onde residiu, em Campinas, sua influência dá nome a várias ruas e avenidas de Belém, de Belo Horizonte, de Campo Grande, de Curitiba, de Natal, de Porto Velho e do Rio de Janeiro.

Esqueça agora sua influência e sua atuação política e pense apenas na sua habilidade de negociar o acordo das terras com a França. Sem nenhuma movimentação de tropas do exército, sem disparar um único tiro, apenas usando de suas palavras, tudo se resolveu a favor do Brasil. Campos Sales mereceu o título de pacificador em todas as rodas políticas de seus dias, mas o que significa ser um pacificador? Essa palavra só aparece uma vez na bíblia e foi citada pelo próprio Jesus para se referir aos que promovem a paz, que se esforçam para que a paz exista na nação, na família, na igreja. Pacificador pode ser qualquer um que traga paz ao ambiente em que se encontra. Quando Jesus lançou essa proposta, fatalmente entrou em choque com os líderes judaicos que esperavam um Messias que fosse um guerreiro, lutador, inclusive seus discípulos assim esperavam, mas nunca um pacificador, alguém que “andou por toda parte fazendo o bem” (At.10:38).

Está aí, uma palavra quase esquecida do nosso vocabulário, pacificador, alguém que não guerreia para trazer a paz, mas cria a paz para evitar a guerra. Será que eu me encaixo nesse perfil de pacificador, conforme a visão de Jesus de um pacificador, a ponto de ser chamado de filho de Deus? O contexto de nosso mundo é provocar guerras porque elas promovem a economia dos países litigantes. Enquanto os soldados estão lá nos campos de batalha, as indústrias aqui estão trabalhando, faturando, dando emprego, pagando impostos, de qualquer jeito é financeiro. Logo, não motivação para parar com as guerras, elas significam lucros. Chega a dar calafrios quando pensamos que o mundo está ficando cada vez mais difícil de se viver nele. Nós precisamos sair daqui logo, Jesus precisa voltar e nos levar para o reino dos céus onde viveremos eternamente em paz. Jesus disse: “A minha paz vos dou” e nós queremos recebê-la muito em breve.

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