Meditação diária de 14/01/2019 por Flávio Reti – Alexander Grahan Bell
14/01/2019
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15/01/2019

Meditação diária de 15/01/2019 por Flávio Reti – Martin Luther King Junior

15 de janeiro

II Timóteo 3:12  “todos os que querem viver piamente em Cristo Jesus padecerão perseguições”

Martin Luther King Junior

Certa vez, servindo de intérprete num sermão, o pastor que pregava naquele dia fez referência a Martin Luther e eu inadvertidamente traduzi por Martinho Lutero. Depois no decorrer do sermão descobri que não se tratava de Martinho Lutero mas de Martin Luther King, o líder negro americano que foi pastor protestante e ativista político, um dos líderes do movimento dos direitos civis dos negros nos Estados Unidos. O problema é que o nome Martin Luther alemão, de lá da reforma protestante, foi traduzido para o Português como Martinho Lutero, mas o Martin Luther americano não foi traduzido e ficou por Martin Luther mesmo no Português. E quando o pregador falou Martin Luther, eu não sabia qual dos dois e disparei Martinho Lutero, errando redondamente. Sua bandeira era uma campanha de “não violência” e de amor ao próximo. Foi numa dessas campanhas, numa marcha sobre Washington que ele fez seu famoso discurso baseado na frase histórica “I have a dream” (Eu tenho um sonho). Quando era adolescente, jovem, Luther King cantou no coro da Igreja na sua cidade natal, Atlanta no estado da Geórgia, na gravação do filme “E o vento levou”, mas logo depois, ele concluiu que a bíblia tem muitas afirmações sobre o cristianismo, verdades profundas, que ninguém consegue negar e por isso ele decidiu entrar para o seminário e fazer teologia vindo a ser pastor na igreja batista. Em 1955 Rosa Parks, uma mulher negra, se negou a dar seu lugar num ônibus para uma mulher branca e foi presa. Os líderes negros da cidade organizaram um boicote aos ônibus de Montgomery, no Estado do Alabama, para protestar contra a segregação racial em vigor no transporte. Durante a campanha de um ano e dezesseis dias, coliderada por Martin Luther King, muitas ameaças de morte foram feitas, foi preso e viu sua casa ser atacada. O boicote foi encerrado com a decisão da Suprema Corte Americana em tornar ilegal a discriminação racial em transporte público. Ele chegou a receber o prêmio Nobel da paz pelo seu trabalho no combate pacífico do preconceito racial. Organizou a Campanha dos pobres pregando a justiça social e econômica, mas, em contrapartida, pela sua atuação política e social, ele acabou sendo objeto de muito ódio daqueles que contrariavam esses movimentos e constantemente era ameaçado de morte por outros grupos contrários, até que, em 4 de abril de 1968, antes de uma marcha na cidade de Menphis, a cidade de Elvis Presley, Martin Luther foi assassinado num quarto de hotel. Algo diferente do ministério de Jesus? É a história se repetindo, “todos os que querem viver piamente em Cristo Jesus, sofrerão perseguições”. Não é fácil viver neste mundo mal e querer fazer sempre o bem. Jesus, o filho de Deus que desceu do céu, tentou fazer sempre o bem, curou, ensinou e finalmente foi condenado sem culpa e executado numa cruz tosca preparada para marginais da pior espécie. Os discípulos que se seguiram tentaram e de igual modo foram perseguidos, alguns mortos, encarcerados, açoitados e toda sorte de agressão. O mesmo se deu com Martin Luther King, líder dos negros americanos. A estupidez é tamanha que sequer aceitam o bem que se quer fazer a eles. Realmente, “o mundo jaz no maligno” (I João 5:19).

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