Meditação diária de 13/12/2017 por Flávio Reti
13/12/2017
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Meditação diária de 14/12/2017 por Flávio Reti

14 de Dezembro
Dia nacional de combate à pobreza

Jó 5:16   “Ainda há esperança para o pobre e a iniquidade tapa a boca”

O dia nacional de combate à pobreza é hoje, mas o dia internacional, criado pela ONU é dia 17 de outubro, chamado pela ONU de dia de erradicação da pobreza, o que faz mais sentido porque entre combater, no dia nacional, e erradicar, no dia da ONU, é preferível erradicar, “se fosse possível”, bem entendido. Jesus disse que os pobres sempre estariam presentes conosco (Jo.12:8), mas ele, Jesus, nem sempre estaria. Em 17 de outubro de 1987, um camarada de nome Joseph Wresinki fez um convite para 100 mil pessoas de todos os cantos para se reunirem na praça dos Direitos Humanos e da Liberdade, em Paris, para celebrar a erradicação da pobreza no mundo, o que nunca aconteceu, e naquele dia assinaram uma declaração Universal dos direitos humanos, tudo inócuo.

Aquele cidadão proclamava que a extrema pobreza é uma violação dos direitos humanos e afirmava que era necessário que todos se unissem para respeitar esses direitos que a sociedade lhes nega. E sabe-se que os que vivem na extrema pobreza vai fazer qualquer coisa para defender seus direitos que é alimentar-se, vestir, e se abrigar, não importando os meios para se atingir esse fim. É daí que advém os roubos, ataques, saques, invasões, sequestros e uma infinidade de atitudes tomadas pela pobreza para, simplesmente, sobreviver numa sociedade capitalista, cruel, que vê a pobreza, mas não se sensibiliza. Olha, vê e vira o rosto fingindo que não viu.

Onde houver pessoas condenadas a viver na miséria, é prova sine qua non de que ali os direitos humanos estão sendo violados e respeitá-los é um dever humano, quase sagrado.

Certa vez visitamos um senhor que estava, diziam, perturbado e não falando coisas com coisas e, enquanto estávamos ali, percebemos que o senhor não tinha comida para comer. Realmente ele estava definhando por falta de comida. A única coisa que vimos foram uma meia dúzia de bolachas água e sal e mais nada. Poucos dias depois aquele homem morreu, presumimos, de fome e maus tratos. Ele tinha aposentadoria que era recebida pelo filho e, quando questionado por que não usava o dinheiro para alimentá-lo, o filho explicou que estava guardando o dinheiro para alguma emergência. A gente subentendeu que era para a morte dele, para despesas com o funeral que eles já estavam esperando para qualquer hora. Na verdade há multidões se digladiando com a pobreza, obrigados a trabalhar de sol a sol por míseros salários fazendo os trabalhos mais humilhantes da vida sem esperança de dias melhores. A carga dessas pessoas é pesada demais e quando junto aparece a dor e a doença o fardo fica quase insuportável. Pessoas quebradas pela vida, oprimidas pela necessidade, não sabem para que lado se volver em busca de saída. Elas precisam de alguém que se compadeça delas em suas provações, suas mágoas, suas decepções e, lógico, nas suas necessidade de roupas e alimentos e de um lugar para repousar para as lutas do dia seguinte. Elas precisam que alguém, depois de ajudar, lhe insuflem esperança e ânimo, porque a vida é uma luta, é difícil, mas não precisa ser humilhante a ponto de esmagar a esperança. São poucos, mesmo entre os educadores e homens públicos, que compreendem as causas que estão na base desse estado de coisas que vemos na sociedade e mais além, no mundo. Os representantes dos governos são incapazes de resolver o problema da pobreza e, na sequência, a situação de crimes que assinalam a ordem do dia. A pobreza não será resolvida, Jesus já disse que os pobres sempre estariam conosco, mas poderá ser aliviada se dermos uma vida mais digna aos sofredores.

A pobreza e a miséria que hoje existem são, em grande parte, provas inequívocas de que o mundo se afastou de Deus, do seu plano ideal para a vida de seus filhos. E o que vamos fazer nesse dia de lembrança nacional de combate à pobreza? Vamos fazer a nossa parte, doando o que pudermos, fazendo algum esforço, por mínimo que seja, para ajudar alguém. Há um hino antigo, que eu não gostava dele por causa da sua melodia que eu achava esquisita, mas que ilustra bem nosso dever. É hino n.315 do Hinário Adventista:

“Lança os olhares em torno de ti, sim, ajuda hoje a alguém!
Sê um auxílio ao teu próximo ali, sim, ajuda hoje a alguém!
Sim, ajuda hoje a alguém, demonstra-lhe amor também,
Remove o temor e promove o amor, Oh, sim, ajuda hoje a alguém”

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