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14/11/2017

Meditação diária de 14/11/2017 por Flávio Reti

14 de novembro
Dia nacional da alfabetização

I Timóteo 4:13   “Até que eu vá, aplica-te à leitura, à exortação e ao ensino”

Existe um grande problema nacional sempre discutido e nunca resolvido. O problema do analfebetismo. Educação, ensino, é sempre uma das três bandeiras das campanhas eleitorais: Saúde, Educação e Segurança. Toda véspera de eleição se vê o slogan nas ruas “melhorar a educação”, dar escola de qualidade, melhorar o ensino e outras semelhantes. Construir um país livre do analfabetismo é o ideal, mas o Brasil, infelizmente, tinha 13 milhões de analfabetos em 2015, o que chegava a 27% dos brasileiros. O analfabetismo se concentra principalmente na população mais idosa, acima de 60 anos e em maior incidência nas áreas rurais do nordeste e do semiárido. O desafio maior é incentivar adultos a voltar aos estudos. Eles precisam trabalhar, são chefes de família, não têm como subsistir sem trabalhar e com isso não podem frequentar as aulas. Com isso continua o analfabetismo nessa proporção. O problema é mais sério do que se possa imaginar. A Alemanha, país de primeiro mundo na Europa, tem 7.6 milhões de analfabetos no país. Os Estados Unidos têm 7 milhões de analfabetos. O número assusta, mas ainda é menor que no Brasil.

Eu fico pensando naqueles que conseguem ler numa outra língua. Quando Paulo foi preso em Jerusalém, ao subir as escadas da fortaleza pediu para falar ao povo ao que o comandante lhe perguntou se sabia o grego. Paulo respondeu em grego que era judeu por ser filho de judeu, mas era romano por ter nascido numa província romana de sorte que concluímos que Paulo falava pelo menos 3 línguas diferentes. A minha inteligência é desafiada ao ver um Jean François Champolion, um francês Egiptólogo, decifrando os hieróglifos do Egito antigo encontrados na “pedra de Roseta”. Os sumérios, depois os Assírios e Babilônios usavam a escrita cuneiforme, decifrada pelo inglês Henry C. Rawlinson. Registros antigos de escrita cuneiforme, tão antigos como 1.400 anos antes de Cristo, foram decifrados. É admirável a capacidade desses homens conseguir ler alguma coisa escrita a 3.500 anos no passado, quando brasileiros analfabetos não conseguem ler na sua própria língua atualmente a placa que mostra o destino do ônibus que estão esperando no ponto.

Desde o início da nação israelita, Moisés tomou o livro do pacto e o leu perante o povo, conclusão, Moisés sabia ler (Ex.24:7). Lá na frente, quando já estavam alocados na terra prometida, Josué leu novamente o livro da lei perante o povo (jos.8:34). Conclusão, Josué sabia ler. No ano 625 antes de Cristo, Josias achou o livro da lei perdido e o leu aos ouvidos do povo fazendo com eles um pacto (II Re.23:2). Conclusão, o rei Josias sabia ler. Várias vezes Jesus entrou na sinagoga e levantou-se para ler (Luc.4:16). Conclusão, Jesus também sabia ler. Sabe porque citei esses exemplos de líderes que sabiam ler? Porque o conhecimento é um fator de dominação. Quem tem conhecimento e cultura tem ascendência sobre os demais. Moisés, Josué, Josias, Jesus não foram líderes por acaso. Mas aos governos não interessa educar a população, porque uma pessoa educada, culta, ela enxerga falha no sistema e pode se revoltar, o que não é bom para os governos. Compensa antes manter a população na ignorância para evitar levantes, protestos, deposição de governantes. População ignorante não pensa e não tem forças na sociedade. É praticamente escrava atualizada. A ignorância é a algoz que sacrifica nossa felicidade e a de nossa família. Nega-nos o direito de conhecer até a palavra de Deus e se não conhecemos a palavra de Deus, por certo, seremos presa fácil dos ardis de satanás, alguém que vem aprimorando suas enganações desde o início da nossa terra. A ignorância escraviza e nunca foi desígnio de Deus que seus filhos fossem ignorantes da sua vontade, dos seus mandamentos, dos seus desígnios.

Muitas vezes, pessoas sinceras, são escravizadas porque desconhecem a ciência da salvação e não conseguem ler nas páginas das escrituras os planos de Deus para elas.

O profeta Oseias lamenta a sorte de Judá e de Israel atribuindo seu fracasso em não conhecer os planos de Deus. Ele usa a seguinte afirmação: “… o meu povo foi destruído por falta de conhecimento” (Os.4:6).

Assim, quando pensarmos no dia da alfabetização, vamos pensar mais amplo, vamos entender que ainda existem muitos analfabetos funcionais, presas fáceis dos enganadores deste mundo e, pior ainda, presas de satanás. Se tiver a oportunidade de ensinar alguém, não meça esforços, ensine, porque o conhecimento abre os olhos para a vida e para o sucesso. O conhecimento nos permite enxergar mais além dos horizontes e ver um dia eterno se aproximando. Agradeça a Deus se você está conseguindo ler esse devocional. 13 milhões de brasileiros não sabem ler.

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