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Meditação diária de 14/07/2017 por Flávio Reti

14 de julho

Dia da Liberdade de consciência

II cor.3:17    “…e onde está o Espírito do Senhor, aí há liberdade”

Viajei certa vez com dois casais de americanos para Assunção, no Paraguai. Meu interesse em ir com eles era aprender Inglês e aquela viagem foi uma boa semana de aula. Em algum momento, eu perguntei dentro do carro: Where is my blouse? (Onde está minha blusa?). Aquela pergunta me perseguiu o tempo todo da viagem. A esposa de um deles tentou me explicar que blouse em Inglês só é usada para mulher, para homem eu deveria dizer sweater. E dali para frente durante toda a viagem, tudo que eu falava ela dizia “o Flavio não pode, ele usa blusa”. Tudo que eu falava ela arrumava uma maneira de me cortar dizendo que eu não podia porque usava blusa. Minha liberdade de expressão depois daquela bendita pergunta, ficou abalada. Eu não tinha como contornar, tudo era motivo para ela dizer “o Flavio não pode, ele usa blusa”. Se eu falava em tomar um sorvete, eu não podia porque usava blusa. Eu falava em comprar algum presentinho para a namorada que ficou no colégio, ela já vinha com “o Flavio não pode, ele usa blusa”. Perturbou minha liberdade de expressão. Dali pra frente eu tinha que me cuidar mais com o que eu falava.

Eu sabia que era uma brincadeira dela, mas hoje eu fico pensando que, se eu fosse mais tímido, eu teria me calado e estaria acabada a viagem. Eu não me importei com a brincadeira e na volta eu sabia um pouco mais de Inglês aprendido com falantes natos. Numa outra ocasião, quando eu já trabalhava como professor no IASP, recebemos um rapaz americano que dizia ter vindo para aprender Português. Todos os dias ele arrumava um motivo para ir a Campinas, passava o dia por lá e à tarde voltava. Não participava de nada no colégio. Então, uma professora, muito educadamente se aproximou dele e disse: Por que você não fica mais tempo no colégio ao invés de ficar gastando dinheiro à toa indo para Campinas todos os dias? Ao que ele respondeu rispidamente: “O que eu faço com meu dinheiro não é da sua conta”. Daí eu concluí que dar liberdade e exigir liberdade é um assunto complicado. É aquele velho ditado “A minha liberdade termina onde começa o direito do outro”

Todos nós nos arrogamos o direito de ser livre para ir e vir, falar ou calar, fazer ou deixar de fazer, comprar ou não comprar, estudar ou não estudar, e a constituição nos dá esse direito de escolha até certo ponto. A liberdade não é absoluta em lugar algum. Veja o seguinte: Se eu tomar um carro e quiser dirigir na contramão dentro em pouco estarei sendo abordado pela polícia. Eu sou livre para dirigir, mas não sou livre para escolher o lado da rua onde vou dirigir. Se eu for a um teatro e me der vontade ir ao banheiro, eu sou livre, posso ir a qualquer hora, mas se eu resolver entrar no banheiro das mulheres, a encrenca já está formada.

Conclusão, a liberdade que nós queremos tanto não existe plenamente, é relativa. Você pode, mas não deve ou você deve, mas não pode. Acontece muito na estrada. Quando eu posso ultrapassar, e a faixa amarela é intermitente, não dá porque está vindo outro carro na contramão e quando dá para ultrapassar porque não está vindo carro na contramão não pode, porque a faixa amarela é contínua, é proibida a ultrapassagem. Única liberdade plena é aquela que Deus deu aos seres criados. Livres inclusive para pecar. Livres inclusive para escolher ser salvo ou não. É por isso que Jesus disse: “Se o filho vos libertar, verdadeiramente sereis livres” (Jo.8:36).

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