Meditação Diária de 12/05/2017 por Flávio Reti
12/05/2017
Homenagem para o dia das mães
14/05/2017

Meditação Diária de 14/05/2017 por Flávio Reti

Dia das mães (em 2017)

“Honra a teu pai e a tua mãe para que se prolonguem os teus dias na terra que o Senhor teu Deus te dá” Êxodo 20:12

Conta-se que uma mãe vivia de cabeça baixa, com o olhar perdido no horizonte, não falava muito. Parecia viver meditando, fazendo planos de como resgatar sua única filha que andava por esse mundo afora afasta de Deus. Ela orava como de costume, muitas vezes jejuava pela filha, mas esta sempre rebelde e imune, cada dia mais a rejeitava. A mãe estava aos poucos definhando, já não comia mais com bom gosto e a filha, em compensação, ia aumentando em rebeldia, diariamente, e sempre escondendo da mãe o rosto. Pobre mãe! Quanto amor manifestou, que prazer quando deu a luz, sonhava com uma filha feliz, estudada, mas a filha ingrata, sem perceber, a cada dia mais afastava de si a felicidade. Um dia, já era tarde da noite, quando a filha estava chegando das noitadas, da festa, e ela viu a mãe ajoelhada e debruçada em cima da cama forrando a testa com a mão. Ela se aproximou e levou um choque profundo, sendo bem franco, foi o pior dia dela, porque sua mãe havia há pouco morrido, enquanto ajoelhada orava por ela.

A moça não tinha noção que a felicidade de uma mãe é ser justa diante de Deus e sua promessa sempre é depositar seus filhos no dia do acerto de contas, no altar do céu, aos pés de Jesus. A filha desconhecia que uma mãe nunca deve ser posta a sofrer nesse mundo, pois ela é a pessoa que mais ama, que mais manifesta profundo amor por nós. Eu penso que quando um filho ou uma filha nega sua mãe, os anjos no coral do céu em uníssono, guardam as harpas, fecham os hinários e se entregam ao choro.

Comentando o episódio de Cristo abençoando as crianças, Ellen White assim se expressou com relação às mães: “Ao passarem as mães ao longo da poenta estrada e aproximarem-se do salvador, ele viu a inadvertida lágrima e o trêmulo lábio como se oferecessem uma oração em favor dos filhos. Ouviu as palavras de repreensão dos discípulos e prontamente retificou a ordem. Seu grande coração de amor estava aberto para receber as crianças. Uma após outra, ele tomou-as nos braços e abençoou-as, enquanto uma criancinha adormeceu, repousando tranquilamente reclinada ao seu peito, Jesus falou palavras de encorajamento às mães sobre sua obra, e oh, que alívio isto lhes trouxe ao espírito!  Vão as mães ter com Jesus, apresentando-lhe suas perplexidades. Encontrarão suficiente graça para as ajudar na educação de seus filhos” (Lar Adventista, p.273. 274).

Entre os judeus era costume levar as crianças a algum rabi para que lhes impusesse as mãos numa bênção; mas os discípulos julgavam o trabalho do Salvador muito importante para ser interrompido daquela maneira. Quando as mães chegaram, desejando que Ele lhes abençoasse os pequeninos, os discípulos as olharam com desagrado. Pensavam que essas crianças eram muito pequenas para receber benefício da visita a Jesus, e concluíram que Ele não apreciaria. Mas Jesus estava do lado das mães e receber as crianças era abençoar as mães. Que sensação agradável para as mães saber que Cristo se preocupa com a obra delas. Nenhuma lágrima de mãe rola em vão. No dia de Deus, as mães que choram por seus filhos verão a recompensa de seu trabalho e esforço pelos filhos, pela família, pelos seus esposos e por si mesmas ao recebem do mestre o “bem está, servas boas e fieis, entrem no gozo do seu Senhor”. Na ressurreição, as mães que perderam seus filhinhos vão recebe-los pelas mãos dos anjos e vão ter o privilégio de vê-los crescerem até a estatura de Jesus. Por isso, mães, e por muito mais, nunca desanimem de ser mães, seu trabalho, suas orações, frutificarão na eternidade.

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